Aliada do Campo

Conheça um pouco da história de Tereza Cristina, ministra da Agricultura

Farol Conteúdo
20/10/2020

Tereza Cristina foi a primeira mulher confirmada pelo presidente Jair Bolsonaro para os seus Ministérios. Para ela, foi reservada uma das pastas mais estratégicas: a da Agricultura, Pecuária e Abastecimento — um justo reconhecimento à trajetória de uma liderança que começou a vida profissional muito jovem.

A família de Tereza já tinha um histórico no agronegócio em sua terra natal, Campo Grande (Mato Grosso do Sul). Visionária, ela quis continuar essa história e optou por cursar a faculdade de engenharia agrônoma na Universidade Federal de Viçosa (Minas Gerais). Logo que se formou, mudou para São Paulo e já começou a colecionar um extenso currículo dedicado à área agrícola e ao setor de alimentos.

Determinada ao cuidar dos negócios da família, decidiu voltar a Mato Grosso do Sul. Assumiu a administração, profissionalizou a gestão e segmentou os negócios. Para o secretário executivo do ministério, Marcos Montes, a determinação é um dos traços característicos de Tereza.

A conheço profissionalmente e pessoalmente. É uma mulher dura, mas serena. Uma mulher meiga, amiga e determinada”, conta.

O dinamismo e comprometimento da hoje ministra foram sendo reconhecidos e ela então começou a ser convidada a participar da diretoria de várias federações e associações que representam o setor agropecuário brasileiro.

“A dedicação à área pública sempre esteve presente em minha família”, conta Tereza. Ela é bisneta de Pedro Celestino Corrêa da Costa e neta de Fernando Corrêa da Costa, ex-governadores de Mato Grosso (quando o estado ainda não havia sido separado).

Entre 2007 e 2014, Tereza Cristina assumiu a Secretaria Estado de Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo do Mato Grosso do Sul (Seprotur). Em sua gestão, conseguiu importantes conquistas para o estado. Uma delas foi tornar o MS livre da febre aftosa. A conquista foi reconhecida internacionalmente por meio da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Nesse período como secretária, a agricultura do Mato Grosso do Sul cresceu 12% ao ano. Em sete anos, o PIB do estado aumentou 152,42%. Os empregos na área industrial também dispararam: o aumento foi de 40,7%.

Após essa experiência, foi eleita deputada federal para o seu primeiro mandato pelo estado de Mato Grosso do Sul, entre os anos de 2015 a 2018. “Meu foco sempre foi o desenvolvimento do país”, afirma. Nesse período, continuou buscando melhorias para o setor agropecuário e para o seu estado. A busca, ela faz questão de enfatizar, sempre foi por legislações mais eficientes e justas.

Buscamos melhorias em questões fundamentais para o setor produtivo nacional, como o crédito rural, investimentos em política agrícola, renegociação de dívidas, fortalecimento das relações comerciais, abertura de mercado para o Brasil, direito de propriedade, dentre outras pautas”, explica.

Em 2018, foi reeleita para a legislatura que se encerra em 2022, mas encontra-se afastada do mandato para se dedicar ao Mapa.

 

UNÂNIMIDADE

Crédito: Guilherme Martimon

 

O nome de Tereza Cristina foi indicado ao presidente Jair Bolsonaro pela Frente Parlamentar da Agricultura.

Nós tínhamos vários perfis. Temos excepcionais parlamentares lá dentro. Mas no pente fino que fizemos, ela preenchia todos esses requisitos. Não havia pessoa mais adequada para assumir essa responsabilidade”, recorda Marcos Montes (MG), então deputado da Frente.

Ainda segundo o secretário, todos ficaram animados com a escolha. “Podemos ver a receptividade com que ela foi recebida em todos os meios. No meio parlamentar, não apenas na nossa Frente, mas em todas as bancadas. Ele também foi muito bem recebida pelos produtores rurais e pelo meio empresarial”, conclui.

Naquela época, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, João Martins, também comemorou a escolha. “A deputada sempre atuou na defesa dos produtores rurais brasileiros e agora terá condições de trabalhar ainda mais em benefício do setor”, destacou.

 

MADRINHA

Crédito: Guilherme Martimon

 

Teresa Cristina sempre teve certeza de que o cooperativismo tem um papel fundamental para o avanço do Brasil. “Hoje as cooperativas têm um papel pujante no crescimento econômico e social do País com enorme representatividade no Congresso Nacional. Para o campo, elas também são o motor do progresso. Promovem oportunidade, geram renda e desenvolvimento sustentável”, argumenta.

Justamente por isso, este ano ela foi convidada para ser madrinha do Dia de Cooperar (Dia C) — projeto de responsabilidade social das cooperativas brasileiras que tem por objetivo colocar em prática os valores e os princípios do cooperativismo através de programas para o desenvolvimento social da comunidade onde essas cooperativas estão inseridas.

Confira a mensagem que ela enviou para nossas cooperativasno evento:

 



Esta matéria foi escrita por Tchérena Guimarães e está publicada na Edição 24 da revista Saber Cooperar.
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