Conheça os brasileiros já indicados ao prêmio Nobel da Paz

Além do ex-ministro da Alysson Paolinelli, outras personalidades do nosso país já concorreram à honraria. Confira

Farol Conteúdo
21/06/2021

O Prêmio Nobel da Paz é outorgado pelo Comitê Norueguês do Nobel, responsável pelas normas de indicação, pela seleção dos candidatos elegíveis e pela escolha final do(s) ganhador(es). É o único Nobel que ocorre fora da Suécia, país onde a premiação foi criada.

A premiação é concedida em Oslo, capital da Noruega, e o Comitê é composto por cinco membros nomeados pelo parlamento norueguês. O vencedor da edição 2021 será anunciado em 8 de outubro e a solenidade de premiação ocorrerá em dezembro. 

O ganhador do Nobel da Paz recebe um diploma, uma medalha e um prêmio no valor de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,5 milhões).

Conheça alguns brasileiros indicados ao Prêmio Nobel da Paz

Desde a criação do Nobel da Paz, em 1895, ao menos 15 brasileiros foram indicados à honraria.  Confira alguns deles:

Barão do Rio Branco

Advogado, diplomata e historiador, José Maria da Silva Paranhos Júnior nasceu em 1845. Mais conhecido como Barão do Rio Branco, participou de diversas negociações envolvendo as fronteiras brasileiras. Foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 1911.

Dom Hélder Câmara

Ex-arcebispo de Olinda e do Recife, teve quatro indicações ao Nobel da Paz durante a década de 1970, por conta de sua atuação humanitária e contrária à ditadura militar. Apesar de apresentar todos os pré-requisitos para ganhar a honraria, não recebeu o prêmio, devido à intervenção do governo militar – como aponta dossiê que reúne diversas correspondências trocadas por autoridades entre os anos de 1970 e 1973.

Chico Xavier

Médium e filantropo, Francisco de Paula Cândido Xavier nasceu em 1910, na cidade de Pedro Leopoldo (MG), e tornou-se um ícone do espiritismo. Psicografou mais de 450 livros e foi considerado o maior líder espiritual no Brasil. Chico Xavier foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz nos anos de 1981 e 1982.

Irmã Dulce

Considerada o “anjo bom da Bahia”, a católica brasileira nasceu em Salvador no ano de 1914 e realizou diversos trabalhos de caridade e assistência às pessoas mais pobres e necessitadas. Foi indicada ao Nobel da Paz em 1988, pelo então presidente, José Sarney. Ela não ganhou o Nobel, mas foi canonizada com o título de Santa Dulce dos Pobres pelo Papa Francisco, em outubro de 2019.

Dom Paulo Evaristo Arns

Conhecido como o “Cardeal da Esperança”, foi um dos principais nomes na luta contra a ditadura. Paulo Evaristo Arns nasceu em 1921, em Forquilhinha (SC), e se tornou padre em 1945. Durante dez anos, deu assistência à população carente de Petrópolis (RJ). Em 1972, criou a Comissão Brasileira Justiça e Paz, da Diocese de São Paulo, para denunciar os abusos do regime militar e, em 1985, criou a Pastoral da Criança, com a irmã Zilda Arns. Sua indicação ao Prêmio Nobel da Paz ocorreu em 1989. 

Herbert de Souza, o Betinho

Sociólogo brasileiro, realizou diversas atividades em defesa dos direitos humanos. Foi o fundador do Instituto Brasileiro de Análise Social e Econômica (IBASE), voltado para a democratização da informação, e realizou ações contra a fome e a miséria. Foi indicado ao Nobel da Paz em 1994.

Zilda Arns

Médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns Neumann nasceu em 1934 e foi fundadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa. A Pastoral da Criança teve duas indicações ao Nobel da Paz, e Zilda recebeu sua indicação no ano de 2006.

Maria da Penha

Farmacêutica, Maria da Penha Maia Fernandes nasceu em 1945, em Fortaleza (CE), e hoje é ícone da luta contra a violência doméstica.  No início da década de 1980, sofreu duas tentativas de homicídio do então marido e lutou por 19 anos na Justiça até vê-lo preso. Inspirou a criação da Lei nº 11.340/2006 – a Lei Maria da Penha, de combate à violência doméstica. Foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz em 2017. 


Esta matéria foi escrita por Lílian Beraldo e está publicada na Edição 33 da revista Saber Cooperar. Baixe aqui a íntegra da publicação


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