Guga: um brasileiro como nós

Nosso embaixador é um exemplo de que podemos ir mais longe quando compartilhamos nossas vitórias. É por isso o cooperativismo quer ser como ele: simples, descomplicado e motivo de orgulho para todo

Farol Conteúdo
12/11/2020

Se tem uma coisa que me dá alegria é ser brasileira. A gente tem a Floresta Amazônica, maior reserva do mundo de plantas, de pássaros e de água. Também tenho orgulho das pessoas que moram aqui e fazem bem para muitas outras pessoas. Gente que acredita que sorrisos contagiam e se multiplicam rapidamente. E falando em sorriso e orgulho, vem logo a imagem de um jovem BRASILEIRO que deu orgulho demais para o nosso país: Gustavo Kuerten. Eu ainda estudava jornalismo e, nos intervalos das aulas na Universidade Católica de Pelotas (RS), assistia um cabeludo pouco preocupado com a postura de um tenista, um tanto extravagante, surpreender nas quadras de Roland Garros.

O que mais me impressiona no Guga não é o fato de ele se  sagrar campeão de Roland Garros aos 20 anos. O que me impressiona é o fato de ele ter conseguido ganhar o coração de tantos brasileiros, virar uma celebridade e continuar sendo o Guga. Foi o número 1, sim, mas não viveu como tal. Segue curtindo como um cara normal e deu um exemplo a todos nós de que o sucesso pode ser conquistado sem perder o CARISMA e a simpatia.  Ele é uma pessoa que soube lidar com a vida e não esconde suas emoções. Um homem TRANSPARENTE, SIMPLES, que luta para se manter fazendo o que gosta.

Não foram poucos os sacrifícios imperfeitos por ele. Cirurgias nos quadris, incontáveis sessões de fisioterapia. Mas Guga transformou as dificuldades em aprendizados, as tristezas em combustível e o luto em inspiração. Aprendeu cedo que a vida nos desenha caminhos novos.  Ele sempre entendeu que para chegar mais longe, para ser campeão, além de toda a disciplina possível,  precisava da FAMÍLIA e das outras pessoas.

Em casa, seu irmão mais novo mostrou que força e persistência eram necessários. Guilherme Kuerten nasceu com paralisia cerebral. Engatinhar ou segurar um garfo foram conquistas que exigiram dele muita dedicação e persistência. Guga observava e admirava o irmão. O pai jogava tênis e foi com ele que Guga, aos 6 anos de idade, conheceu a bola e a raquete que o tornariam vencedor de três torneios de Roland Garros. Esse pai, que foi sua maior inspiração, partiu cedo e Guga precisou continuar. Encontrou em seu treinador, na mãe, na avó e no irmão Rafael força para não desistir dos sonhos.  Ele sabia que tinha pessoas dispostas a lutar com ele e isso deu força e esperança para seguir.

Guga fez um bem para o Brasil mostrando que conseguimos ir mais longe quando compartilhamos nossas vitórias. E por isso o cooperativismo se apaixonou por Guga e descobriu que também pode ser assim: simples, descomplicado, HUMILDE e motivo de orgulho para todos .

Guga continua dando orgulho para nós e, quando ele falar em cooperativismo, ficará fácil entender porque os seus valores pessoais tem tudo a ver com o nosso jeito de fazer negócios — alicerçado em solidariedade, responsabilidade, democracia e igualdade. Sua fundação tem gerado oportunidades de inclusão econômica e social às pessoas, e já transformou a vida de mais de 62 mil pessoas.

Era de uma força assim que o cooperativismo precisava. Juntos, vamos mostrar que o cooperativismo pode fazer a diferença na retomada da economia que vai precisar muito de foco, DETERMINAÇÃO, persistência e SOLIDARIEDADE. Vamos juntos em um grande movimento que não quer deixar ninguém para trás, que se preocupa com o outro, valoriza a construção coletiva, e que está totalmente em sintonia com o que o mundo busca hoje.

 

Arquivo Pessoal: Daniela Lemke – Gerente de comunicação do Sistema OCB

Esta matéria foi escrita por Daniela Lemke e está publicada na Edição 31 da revista Saber Cooperar. Baixe aqui a íntegra da publicação 


 

 

 

 

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