Infografia: Entenda o cooperativismo de plataforma visualmente

1) Coração tecnológicoAs cooperativas de plataforma não vieram para rejeitar tudo o que compõe a […]

Farol Conteúdo
10/02/2021

1) Coração tecnológico
As cooperativas de plataforma não vieram para rejeitar tudo o que compõe a economia de compartilhamento. Pelo contrário. É possível aproveitar o caráter tecnológico desses negócios on-line e as possibilidades de partilha de informações e comunicação oferecidas pela internet, promovendo uma mentalidade de propriedade coletiva.

2) Solidariedade
No lugar de uma economia baseada no trabalho com funções designadas anonimamente, por meio de um aplicativo, as plataformas podem ser operadas com relações humanas, baseadas na solidariedade, no cuidado com as pessoas, no mutualismo, na cooperação e na agregação por trabalhadores, usuários, sindicatos ou até cidades.

3) Igualdade de ganhos para todos
A ideia é ressignificar o que é inovação e eficiência quando falamos de uma economia solidária, prevendo uma mudança de propriedade: da que explora o trabalhador a fim de concentrar riquezas para poucos para a que distribui democraticamente os benefícios a todos.



10 princípios do cooperativismo de plataforma, segundo Trebor Schotz

1 – Resgate à mentalidade inicial da internet de propriedade pública, coletiva e compartilhada, centrada nas pessoas que geram valor nas plataformas;
2 – Pagamentos decentes e seguridade de renda;
3 – Transparência dos dados, principalmente aos dos consumidores sobre como são coletados, analisados, estudados e para quem são vendidos;
4 – Valorização, apreciação e reconhecimento dos trabalhadores;
5 – Envolvimento dos funcionários desde a programação até o uso das plataformas;
6 – Moldura jurídica que proteja as plataformas cooperativas;
7 – Proteções sociais e benefícios aos trabalhadores;
8 – Garantias aos colaboradores associados contra comportamentos arbitrários, como demissões repentinas e sem explicações;
9 – Rejeição de vigilância excessiva do ambiente de trabalho que violem a dignidade dos funcionários;
10 – Tarefas digitais com fronteiras claras que dêem ao trabalhador o direito de se desconectar da internet.


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Exemplos para acreditar e se inspirar

Stocksy United (stocksy.com): plataforma canadense que abriga uma coleção exclusiva de fotografias e filmes selecionados manualmente para os clientes. Formada por profissionais de 63 países entre fotógrafos, líderes em curadoria, design, negócios, atendimento ao cliente e TI, a cooperativa afirma acreditar na integridade criativa, no compartilhamento justo de lucros e na co-propriedade. Os artistas associados recebem de 50% a 75% das compras de licenças. Em 2016, o site forneceu imagens para 124 das 500 empresas da lista da revista Fortune.


Up and Go (upandgo.coop): cooperativa de trabalhadoras domésticas que nasceu da vontade de eliminar os custos cobrados por agências intermediadoras do serviço. Objetivo? Oferecer serviços a preços honestos, deixando as pessoas mais felizes. As cooperadas atuam em Nova Iorque e disponibilizam em um site serviços de limpeza “amigáveis e confiáveis”, por meio de práticas de trabalho justas.


FairBnB (fairbnb.coop/): o nome da empresa inglesa faz referência à gigante da economia de compartilhamento AirBnB, mas sugere uma mudança no “mundo dos aluguéis de curta temporada”. Hóspedes, anfitriões e vizinhos, juntamente com os municípios, decidem coletivamente como tornar o processo de aluguel mais justo, sustentável e recompensador para toda a comunidade. Os lucros da plataforma são investidos de volta nas comunidades onde a plataforma opera.

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