PDGC: avaliar a qualidade faz as cooperativas crescerem

Programa do Sescoop estimula nossas coops a conhecerem os pontos fortes e fracos de sua gestão e governança. Assim, elas podem traçar estratégias eficientes para alcançar melhores resultados

Farol Conteúdo
20/10/2021

Quando se sabe onde se está e aonde é preciso chegar, fica mais fácil caminhar na direção certa.
Partindo desse princípio, o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) criou uma iniciativa cuja sigla rimada é gostosa de ser pronunciada: PDGC — Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas. 

O objetivo do programa é ajudar a melhorar a gestão nas cooperativas brasileiras, promovendo a adoção de boas práticas de governança cooperativa. E, para lhe ajudar a entender melhor essas quatro letrinhas, vamos propor o seguinte exercício: que tal pensar na sua cooperativa como se fosse um ser humano ávido por crescimento profissionalmente? Ele já atua há algum tempo no mercado, mas percebe que poderia se destacar ainda mais se investisse em si mesmo. O problema é que não sabe direito por onde começar… É justamente aqui que começa a nossa jornada rumo ao crescimento: do incômodo de saber que se pode fazer mais.

Pois bem. O primeiro passo para crescer em qualquer aspecto — pessoal ou profissionalmente — é buscar autoconhecimento. Conhecendo-nos fica mais fácil descobrir quem somos e os nossos anseios. Estudando nossos pontos fracos, temos instrumentos para corrigi-los. Observando nossos pontos fortes, conseguimos buscar meios de aprimorá-los.

O mesmo vale para a sua cooperativa. Elas precisam se conhecer melhor para crescer. Acontece que — assim como ocorre com os seres humanos — muitas vezes é difícil fazer essa autoanálise. Enquanto pessoas precisam de psicólogos, professores e mentores para crescer, as cooperativas precisam do PDGC — iniciativa que identifica os pontos fortes e as oportunidades de melhoria do negócio, organiza todas as informações e propõe o rumo correto a seguir.

O programa segue uma metodologia criada pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), que já havia elaborado diretrizes para melhorar a gestão das cooperativas antes mesmo de o PDGC surgir. O ponto de partida é a realização de uma autoavaliação completa, baseada em dois questionários voltados para os pontos principais do programa:

Assim que responde esses dois questionários, a cooperativa recebe de forma automática uma avaliação completa, que mostra:

  • os pontos fortes nos quais a cooperativa está indo bem;
  • os pontos de melhoria, com base em oportunidades que a cooperativa pode aproveitar melhor; e
  • os indicadores de desempenho que a cooperativa pode usar para medir o progresso nos pontos de melhoria apresentados.

EVOLUÇÃO CONSTANTE

Voltando ao exercício de comparar uma cooperativa a um ser humano: todos nós acumulamos conhecimentos que condizem com o estágio de nossas vidas. Na infância, as informações básicas; a juventude e suas descobertas; a idade adulta e a maturidade, coroadas com a sabedoria acumulada por anos de experiência. O PDGC também avalia as cooperativas conforme seu estágio evolutivo.

O PDGC traz exatamente isso. Se você quer subir e evoluir em relação ao caminho da excelência, você vai buscando cada vez melhores práticas, melhores processos gerenciais. É para que você tenha sua gestão ainda mais evoluída; não significa que a gestão está ruim, né?”, resume a coordenadora do Núcleo de Gestão de Cooperativas do Sescoop/SP, Andrea Pinheiro, coordenadora do PDGC no estado.

O primeiro nível da escala evolutiva do PDGC é chamado de Primeiros Passos. É comum que, quando a cooperativa faça a adesão ao PDGC, esteja neste degrau.

A evolução do primeiro nível resulta no segundo, o Compromisso com a Excelência. É um estágio intermediário, quando a cooperativa passa a medir sua gestão e avaliar seus resultados. O terceiro estágio, também intermediário, mais maduro, é o Rumo à Excelência, quando o sistema de gestão e governança da cooperativa está em franca evolução e demonstra competitividade e ótimos resultados. O último estágio é o objetivo final, o avançado: a excelência.

Para acompanhar a própria evolução, as cooperativas inscritas no PDGC são convidadas a se autoavaliar, anualmente, e a implantar as sugestões de melhorias realizadas pelo Sescoop, com base no diagnóstico da cooperativa. Tem início um ciclo formado pela sigla PDCL, que significa Planejar, Fazer, Verificar e Aprender (Plan, Do, Check, Learn).

Todos os anos, novos ciclos do Programa são abertos. Desde que teve início, em 2013, estima-se que mais de 2 mil cooperativas já tenham aderido ao PDGC.


Esta matéria foi escrita por  Por Morillo Carvalho e está publicada na Edição 34 da revista Saber Cooperar. Baixe aqui a íntegra da publicação


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