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Mulheres lideram pesquisas sobre cooperativismo
Famosos descobrem moda sustentável feita por cooperativas

Comece o ano no azul com as cooperativas de crédito

7 motivos para escolher o cooperativismo em 2026

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12/02/2026

Mulheres lideram pesquisas sobre cooperativismo

A presença de mulheres na ciência é um fator decisivo para a construção de conhecimento mais diverso e alinhado às demandas da sociedade, além de contribuir para reduzir as desigualdades de gênero, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). Celebrado em 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência reforça esse compromisso, que no cooperativismo já se traduz em realidade: as mulheres foram maioria entre os cientistas presentes no último Encontro Brasileiro de Pesquisadores do Cooperativismo (EBPC).  A data foi criada pela ONU em 2015 para reconhecer o papel fundamental exercido pelas mulheres e pelas meninas na ciência e na tecnologia. No Brasil, segundo dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, apesar de serem maioria entre os bolsistas de mestrado (54%) e doutorado (53%) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), as mulheres representam apenas 35,5% das bolsas de produtividade, destinadas a cientistas com maior destaque na carreira acadêmica.  No 8º EBPC, realizado em outubro de 2025, mais da metade dos artigos científicos selecionados foram produzidos por mulheres. Dos 67 trabalhos apresentados, 41 foram liderados por pesquisadoras, representando 61% do total.  A analista de Educação e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Ocemg, Priscila Andrade, é uma delas. Graduada em Cooperativismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e ex-integrante do grupo de pesquisa Centro de Referência em Empreendedorismo e Cooperativismo para o Desenvolvimento Sustentável (CREC), a pesquisadora apresentou o trabalho Análise da Segmentação de Cooperados das Cooperativas de Crédito: um estudo de caso, no eixo Governança e Gestão. Em sua pesquisa, ela concluiu que ainda há um amplo campo a ser explorado nas coops de crédito nas áreas de comunicação e relacionamento, o que pode fortalecer os vínculos com os cooperados e promover resultados financeiros mais positivos para as cooperativas. “Minha principal área de estudo é entender de que maneira o setor de Organização do Quadro Social (OQS) das cooperativas de crédito pode contribuir para melhorar o relacionamento com os cooperados. O objetivo é aumentar a participação econômica deles na cooperativa e fidelizá-los, analisando os diferentes produtos e serviços que utilizam”, resumiu. A pesquisadora conta que ficou surpresa com o número de mulheres cientistas apresentando seus trabalhos no EBPC. “Na sala em que estava, por exemplo, fomos maioria. Assim como o número de colaboradoras mulheres vem crescendo em alguns ramos, o número de mulheres pesquisadoras também parece ser uma crescente”, comemora.  Segundo Priscila, a decisão de produzir pesquisas sobre o cooperativismo surgiu de seu vínculo com o movimento e do interesse em buscar soluções e ferramentas que apoiem as cooperativas em sua atuação pelo desenvolvimento econômico e social nas comunidades em que atuam. “O cooperativismo, para mim, não é apenas uma formação ou trabalho, é uma filosofia de vida. Pesquisar o setor fornece os insumos necessários para atuar com excelência, pois amplia minha compreensão sobre seus princípios e práticas, permitindo que eu compartilhe conhecimentos, transforme aprendizados em ações concretas e aplicáveis”.  Ciência e coop para a Amazônia Também da UFV – um dos principais polos de conhecimento cooperativista do Brasil – a mestranda em Administração Graziela Reis se dedica a pesquisar o coop desde 2021, com foco na atuação de cooperativas de agricultura familiar na Amazônia. Segundo ela, ao longo dos anos, o trabalho tem proporcionado não apenas formação técnica, mas também humana. “O cooperativismo me mostrou que as pessoas carregam trajetórias, saberes e experiências próprias, e que soluções efetivas nascem do diálogo, da participação e da construção coletiva”.  Entre os principais achados de suas pesquisas, Graziela destaca que a organização produtiva em cooperativas faz a diferença para a agricultura familiar na Amazônia. Seus estudos comprovam que, especialmente nessa região do país, o cooperativismo contribui para a redução de assimetrias econômicas e sociais ao fortalecer a autonomia dos produtores locais e criar condições para um desenvolvimento socialmente justo. “No cooperativismo, a pesquisa permite compreender realidades complexas, validar ou revisar práticas existentes, transformar informações em soluções e orientar políticas públicas e iniciativas institucionais mais aderentes às realidades locais”.  Durante o EBPC, a pesquisadora apresentou o trabalho Cooperativas da Agricultura Familiar na Amazônia Brasileira: diagnóstico e perspectivas para a ação pública, em que ressaltou a necessidade de que os governos consolidem uma agenda contínua e estruturada de apoio a esses empreendimentos, reconhecendo o papel estratégico do cooperativismo para a região. “Espaços como o EBPC são fundamentais para o compartilhamento de resultados de pesquisa e de experiências empíricas, para o diálogo qualificado entre pesquisadores de diferentes áreas e regiões do país e para a construção de novas agendas de investigação”, avaliou.  Educação e inovação A assistente de crédito do Sicoob Costa do Descobrimento e integrante do Comitê de Jovens Geração C do Sistema OCB, a pesquisadora Daniele Scopel também se dedica a produzir ciência sobre o coop. Ela participou do 8º EBPC como co-autora da pesquisa A crítica ao paradigma proprietário em Locke: individualismo possessivo e a proposta cooperativista, no eixo Identidade Cooperativa e Direito Cooperativo. Segundo Daniele, seu interesse científico pelo cooperativismo surgiu a partir de sua atuação profissional no movimento, quando passou a compreender as cooperativas como espaços que vão além do trabalho, capazes de transformar vidas e realidades. “É um caminho eficaz para um desenvolvimento mais justo e sustentável, no qual todos trabalham, participam das decisões e compartilham os resultados do crescimento”, afirma. Para ela, pesquisar o cooperativismo também representa a oportunidade de aprofundar um tema com o qual tem afinidade e que integra seu cotidiano profissional. Ciência no ramo Crédito A doutora em Controladoria e Contabilidade pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da Universidade de São Paulo (USP), Flávia Zancan, também tem muito a contribuir com o cenário de pesquisa sobre o movimento coop. Tanto é que sua tese de doutorado, defendida em 2025, foi indicada ao Prêmio de Melhor Tese do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (CRC-SP). Foi durante o doutorado na USP que Flávia conheceu o movimento, quando fez parte do Observatório do Cooperativismo da USP, grupo dedicado a gerar e disseminar o conhecimento sobre as cooperativas no Brasil. Hoje, a pesquisadora se dedica a estudos sobre as cooperativas de crédito e a importância da supervisão regulatória e do contexto econômico nas decisões financeiras e na adaptação do segmento.  No 8º EBPC, Flávia apresentou o estudo Avaliação do desempenho financeiro e social de cooperativas de crédito brasileiras por meio do método AHP-Gaussiano – no eixo Contabilidade, Finanças e Desempenho – que indica ferramentas para a construção de um ranking de cooperativas de crédito, identificação de disparidades de desempenho e suporte para a tomada de decisões estratégicas e governança cooperativa. O trabalho ficou entre os 50 melhores do evento. “Os achados das nossas pesquisas subsidiam gestores, conselhos de administração e formuladores de políticas públicas na definição de estratégias, na alocação mais eficiente de recursos e no aumento do impacto econômico e social das cooperativas”, explica. Segundo ela, o ambiente de conhecimento compartilhado no EBPC contribuiu para o aprimoramento de sua pesquisa, especialmente pelas trocas com colegas, contribuições práticas e ajustes para submissão à revistas científicas.  Cultura organizacional A mestra em Educação e especialista em Gestão de Pessoas, Cultura Organizacional e Gestão de Cooperativas, Graça Souza, é mais uma pesquisadora que tem feito a diferença no universo acadêmico do cooperativismo, especialmente em temas ligados aos ramos Crédito e Agropecuário. Seu vínculo com o movimento cooperativista começou há quase 10 anos, quando desenvolveu um projeto junto ao Sistema OCB/Rondônia, trabalho que despertou na pesquisadora um olhar mais atento para o cooperativismo e seus princípios. Atualmente, ela se dedica a investigar fatores que influenciam o fortalecimento da cultura organizacional, o engajamento das pessoas e a promoção da segurança psicológica como caminhos para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis e cooperativos. “Minha principal linha de pesquisa está voltada à gestão estratégica de pessoas e à cultura organizacional no contexto cooperativista. Busco compreender como os valores cooperativistas, as práticas de gestão e os processos educativos contribuem para o fortalecimento do cooperativismo e para a sustentabilidade das organizações”, resume a autora da pesquisa A Gestão de Pessoas e a Cultura Organizacional como Estratégias Formativas em Cooperativa de Crédito, também apresentada no 8º EBPC, no eixo Educação, Inovação e Diversidade.  Segundo Graça, estudar o cooperativismo permite transformar conhecimento em ações concretas, especialmente na integração entre cultura organizacional, gestão de pessoas e desenvolvimento de lideranças. “Esses estudos contribuem diretamente para a construção de ambientes de trabalho mais humanizados, cooperativos e alinhados aos princípios do movimento cooperativista, com impacto real na vida das pessoas e das organizações”.  Mais participação Apesar do cenário positivo, as mulheres pesquisadoras relatam desafios para garantir e ampliar a presença feminina na ciência. “A pesquisa realizada por mulheres no Brasil tem apresentado avanços. Ainda que esses progressos ocorram de forma lenta, eles se dão em um cenário marcado por limitações estruturais e institucionais”, destaca a pesquisadora Flávia Zancan.  Entre os principais desafios relatados pelas pesquisadoras cooperativistas estão: - Dificuldade de acesso a posições de liderança no espaço acadêmico; - Consolidação de fontes de pesquisa que deem visibilidade à atuação das mulheres no cooperativismo; - Insuficiência de incentivo e apoio financeiro às pesquisas; - Visibilidade, reconhecimento acadêmico e conciliação entre pesquisa, trabalho e vida pessoal. Mulheres no coop As mulheres compõem 42% do quadro social das cooperativas brasileiras, representando mais de 10 milhões de mulheres cooperadas, de acordo com o AnuárioCoop 2025. Elas também são a maioria entre os empregados das coops, com 52%, com destaque para os ramos Consumo, Crédito, Saúde e Trabalho, Produção de Bens e Serviços.
Mulheres lideram pesquisas sobre cooperativismo
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09/02/2026

7 motivos que levaram a ONU a incluir as cooperativas em seu calendário oficial

Um movimentos que congrega 1 bilhão de pessoas, gera 280 milhões de empregos e responde por 9% do mercado financeiro mundial acaba de receber um reconhecimento inédito da Organização das Nações Unidas (ONU). A partir de agora, a cada dez anos, os 193 países membros passarão um ano inteiro celebrando o cooperativismo — modelo de negócios onde o foco não é o lucro de poucos, mas o bem-estar de muitos. Essa comemoração é conhecida como  “Ano Internacional”, uma iniciativa das Nações Unidas para mobilizar a comunidade global em torno de um assunto considerado relevante para o desenvolvimento social e econômico da humanidade. Em 2025, por exemplo, foi comemorado o Ano Internacional das Cooperativas, que agora será realizado decenalmente. Este ano, é a vez de celebrar as mulheres na agricultura.  A decisão da ONU de reconhecer as cooperativas de forma permanente foi firmada  pela Resolução 80/182, que apresenta o cooperativismo como uma solução concreta para os principais desafios do século XXI, como a precarização das relações trabalhistas, o avanço das mudanças climáticas, as crises globais de confiança, a insegurança alimentar, as constantes oscilações do mercado financeiro e a crise de empregos que se avizinha com o avanço das inteligências artificiais.  “As cooperativas têm respostas para todos os esses problemas”, celebra o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. “Nós geramos trabalho e renda digna para as pessoas, somos referência em sustentabilidade e conduzimos nossos negócios com ética e transparência. Além disso, as coops brasileiras respondem por  53% da produção de grãos e fibras do país, e são ilhas de solidez e estabilidade em momentos de crise financeira.”                       O secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou que o cooperativismo contribui para um mundo melhor por meio do combate à pobreza, segurança alimentar e fortalecimento de empreendedores.  “As cooperativas demonstram a importância de nos unirmos para encontrar soluções para os desafios globais. Em mais 100 países, elas impulsionam o desenvolvimento em pequenas e grandes comunidades e promovem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirmou.  Confira, a seguir, os motivos apontados pela ONU para celebrar as cooperativas em seu calendário oficial: Inclusão Social e Econômica Cooperativas promovem a participação econômica e social de comunidades locais e grupos tradicionalmente marginalizados (mulheres, jovens, idosos, pessoas com deficiência e Povos Indígenas). Erradicação da Pobreza e Fome Elas contribuem para os esforços globais de erradicação da pobreza e da fome, especialmente em áreas onde empresas com fins lucrativos não alcançam adequadamente. Apoio à Transição Climática Justa Cooperativas têm papel importante na adaptação às mudanças climáticas, facilitando uma transição justa por meio de práticas sustentáveis. Contribuição para a Agenda 2030 Essas organizações são reconhecidas pela ONU como agentes importantes na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Este, aliás, foi o tema central do Ano Internacional das Cooperativas de 2025, apresentado em infográfico pelo Sistema OCB.  Promoção da Economia Social e Solidária As coops operam com base em princípios como cooperação, ajuda mútua, participação democrática e primazia das pessoas sobre o capital Segurança Alimentar e Sustentabilidade Cooperativas agrícolas promovem segurança alimentar, nutrição, práticas sustentáveis e acesso a tecnologia, crédito e mercados. Inclusão Financeira e Resiliência Comunitária Com cerca de 3 milhões de cooperativas no mundo e 10% da força de trabalho global envolvida, o modelo cooperativo representa uma força econômica e social relevante. Cooperar é transformar O mais novo reconhecimento internacional dado ao cooperativismo reforça algo que muitas comunidades já sabem na prática: cooperar é transformar. Cooperativas criam empregos, distribuem renda, promovem educação e fomentam a inclusão financeira. Elas não esperam mudanças de cima — constroem soluções junto com quem mais precisa delas. E mais: o cooperativismo tem se mostrado um caminho sólido para a construção de uma sociedade mais justa, participativa e resiliente. A ONU aponta esse modelo como exemplo para outras organizações, encorajando parcerias, troca de experiências e capacitações baseadas nas práticas cooperativas. Além disso, as Nações Unidas recomendam que mais países incentivem a criação de novas cooperativas e fortaleçam as que já existem, entendendo que esse é um passo estratégico para um futuro mais humano, justo e sustentável. O Brasil e a força da cooperação No Brasil, os números do cooperativismo impressionam: são 25,8 milhões de cooperados atuando em mais de 4.380 cooperativas. Juntas, essas organizações geram mais de 578 mil empregos diretos e movimentam cerca de R$ 1,39 trilhão em ativos, de acordo com o AnuárioCoop 2025. Estão presentes em mais de 64% do território nacional, promovendo desenvolvimento local, geração de renda e inclusão social.  
7 motivos que levaram a ONU a incluir as cooperativas em seu calendário oficial
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29/01/2026

Famosos descobrem moda sustentável feita por cooperativas

O que os cantores João Gomes, Cláudia Leitte e Elba Ramalho têm em comum com a ginasta Rebeca Andrade e as atrizes Bruna Marquezine e Giovanna Lancelotti? Todos eles escolheram looks criados por uma mesma cooperativa em momentos especiais das suas carreiras. Uma forma de atrelar a própria imagem a uma moda autêntica, fashion e sustentável.   A Cooperativa das Mãos Artesanais de Timbaúba dos Batistas (Comart), no Rio Grande do Norte, foi a responsável pelo visual estiloso desses e de outros famosos em diversas ocasiões. As roupas usadas pela primeira-dama Janja Lula da Silva, na posse presidencial e em seu casamento, foram bordadas pelas costureiras da Comart em 2023. Isis Valverde, Leticia Sabatella e Sasha Meneghel também são personalidades que optaram por brilhar nos eventos vestindo roupas confeccionadas pela coop (clique nos links para ver os looks usados por elas). Fundada há 22 anos, a coop originalmente trabalhava com produção de peças para cama, mesa e banho. Mas a qualidade dos pontos e desenhos era tanta, que começou a chamar a atenção de profissionais da moda.  “A estilista Helô Rocha trabalhava com um pequeno grupo de bordadeiras da nossa cooperativa há mais de 8 anos”, recorda Jailma Araújo, presidente da Comart. “Em parceria com ela, vestimos várias celebridades e participamos de alguns desfiles de moda, mas a mídia não divulgava de onde vinham os bordados e nem quem os produzia. Foi a partir do vestido de casamento de Janja que as pessoas começaram a conhecer um pouco da nossa história,”  Hoje, os cerca de 50 cooperados da Comart viraram referência no mercado fashionista, especialmente na confecção de bordados para vestidos de noiva e figurinos para shows. Eles colecionam desfiles e foram destaque em eventos importantes como o São Paulo Fashion Week e os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.  Sigilo absoluto   De acordo com a presidente da Comart, o processo de produção de roupas para famosos começa com o recebimento de informações de referências sobre os elementos e imagens que serão retratadas em cada peça. Um detalhe curioso:  elas não ficam sabendo o nome da pessoa que encomendou — isso garante que todos os bordados sejam produzidos com a mesma qualidade para cada cliente. As encomendas chegam por meio de Helô Rocha e o trabalho é feito em parceria com ateliês de moda de todo o Brasil. A cooperativa fica encarregada dos bordados que vão na peça.  “A roupa do cantor João Gomes foi feita assim”, conta Jailma. “Montamos tudo  com recortes de amostras dos testes. Peças que seriam descartadas foram reaproveitadas para montar a vestimenta, que tem pedaços de calça, colete, almofadas e vestidos. Os bordados foram feitos por nós, mas não exatamente a roupa. Nós só ficamos sabendo que era para ele quando saiu na mídia.” Além de estilosos, os bordados produzidos pela cooperativa são sustentáveis. Os cooperados não utilizam nenhum processo químico e quase todos os resíduos são reaproveitados. Além disso, tudo é feito à mão ou em máquinas de costura doméstica, daquelas que funcionam com pedal, sem uso de energia elétrica.  Consumo com propósito As cooperativas de moda são uma ótima opção de consumo para quem valoriza instituições que priorizam um trabalho justo e bem remunerado. Afinal, elas empregam a mão de obra local, resgatam saberes tradicionais e valorizam a cultura regional, dando autonomia financeira e trabalho digno para seus cooperados. Com uma pegada social consolidada e compromisso com a sustentabilidade, elas também agradam consumidores mais exigentes, que desejam conhecer o impacto ambiental gerado pela produção de roupas.  “Ao contrário da fast fashion (produção de roupas de forma rápida, barata e em grande escala), a moda cooperativa é muito mais humana e sustentável”, avalia a consultora de moda e fundadora do primeiro espaço de troca de roupas em Belo Horizonte, Maiana Cavalcanti. “A gente percebe que, em cada peça, existe um cuidado real com o processo, com os materiais e com o impacto que tudo isso gera, tanto no meio ambiente quanto na vida das pessoas envolvidas”. As coops de moda também trilham um caminho mais sustentável, colocando em prática a responsabilidade ambiental em todas as fases de produção. Muitas delas utilizam materiais reciclados, tecidos ecológicos e tingimento natural, fatores que auxiliam na preservação do planeta para as futuras gerações. Com foco na moda sustentável, elas são alternativas para frear o impacto ambiental significativo deixado pela produção de roupas mundo afora. “Quando a gente fala de moda sustentável, gosto de lembrar de um dado que sempre me marcou: para produzir uma única calça jeans, podem ser usados até 10 mil litros de água. Isso é o que uma pessoa beberia em mais de 10 anos. E tudo isso para uma peça que, muitas vezes, é usada poucas vezes e logo descartada. Moda sustentável é sobre repensar esse ciclo, entender o valor real de cada roupa, respeitar os recursos naturais e escolher com mais consciência. Cada decisão que a gente toma pode fazer a diferença”, acrescentou. Somente no Brasil, são mais de 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis descartados por ano, de acordo com dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. Estamos falando de uma indústria que demanda uma alta quantidade de recursos hídricos, muitas vezes explora mão de obra barata e utiliza produtos de origem animal, mas ao mesmo tempo tem uma grande influência na economia, pois apenas no Brasil faturou R$203,9 bilhões em 2024. “Moda alinhada à preservação do meio ambiente é sobre deixar um legado positivo para quem vem depois. Não se trata só de criar peças bonitas, mas de garantir que haja água limpa, solo fértil, biodiversidade e um planeta saudável”, finalizou Maiana Cavalcanti. Conheça, a seguir, outras cooperativas que trabalham com moda no Brasil:  Nome: CooperárvoreEstado: Minas GeraisProdutos: Bolsas sustentáveis Na cidade mineira de Betim, mulheres se uniram para costurar o futuro. Colocando em prática princípios como sustentabilidade e empreendedorismo coletivo, a Cooperárvore comercializa produtos como bolsas, malas, mochilas e acessórios, tudo feito com muito talento e carinho por mãos femininas habilidosas. As peças são duráveis, estilosas e com menor impacto ambiental, mostrando que propósito e beleza podem sim andar juntos. No processo de produção das peças, as cooperadas reaproveitam resíduos automotivos e outros materiais resistentes, estimulando o consumo consciente na sua clientela. A Cooperárvore mostra que comprar produtos sustentáveis é bom para o bolso e para o meio ambiente, além de fortalecer o movimento cooperativista.   Nome: ArtezaEstado: ParaíbaProdutos: peças de couro No nordeste brasileiro, a Cooperativa Arteza de Artesãos e Curtidores de Couro (Arteza) movimenta o artesanato local da Paraíba há mais de 20 anos, na zona rural da cidade de Cabaceiras, comercializando acessórios feitos de forma artesanal e com couro legítimo natural. O couro é um dos grandes destaques da região e propicia a produção de mochilas artesanais, sandálias, cintos, bolsas e chapéus pelos 20 associados da cooperativa. As peças carregam um simbolismo cultural e retratam valores do Nordeste, portanto envolvem a comunidade local, movimentam a economia e simbolizam costumes da região passados de geração em geração. A arte feita em couro já ganhou loja física e também pode ser adquirida via site oficial.   Nome: BordanaEstado: GoiásProdutos: bordados Mulheres bordadeiras transformam o artesanato em arte no cerrado brasileiro desde 2008, na Cooperativa de Trabalho de Produção de Bordado Manual e Artesanato do Cerrado Goiano (Bordana). Bordando e costurando almofadas, colchas, camisetas, quadros e acessórios, as cooperadas usam como pano de fundo para as suas criações o bioma cerrado e as paisagens do Centro Oeste. Retratando fragmentos da natureza no seu trabalho manual, a Bordana estampa fauna, flora, água, flores e outros elementos verdes presentes na região. Pertencentes a diversas faixas etárias, as mulheres artesãs compõem a equipe da cooperativa produzindo peças exclusivas e construídas com muito cuidado em cada detalhe. O trabalho gera emancipação feminina, renda e união entre as cooperadas.   Nome: CostafeEstado: ParáProdutos: moda sustentável Já no Pará, detentas e egressas do sistema prisional criaram uma cooperativa de artesanato e moda sustentável. A Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe) foi fundada dentro do Centro de Reabilitação Feminino de Ananindeua em 2008 e é uma fonte de esperança para a vida pós-cárcere, preparando mulheres para trabalhar com um novo ofício por meio também da aprendizagem de noções básicas de contabilidade para o gerenciamento do negócio. As roupas, ecobags, bolsas, almofadas e necessaires são vendidas em praça pública pelas associadas detentas e o lucro é distribuído entre todas ao final do processo. Com um forte trabalho social de resgate da autoestima, reinserção profissional e senso de comunidade, as cooperadas encontram na Coostafe acolhimento e vislumbram novas formas de reintegração na sociedade para o futuro. Moda cooperativa no exterior Na Índia, a cooperativa Looms of Ladakh reúne mais de 600 mulheres artesãs que produzem peças que preservam a tradição de tecelagem da região do Ladakh, como pashminas, xales e estolas, tudo feito de forma manual e com diferentes tipos de lã. Aliando tradição, modernidade e sustentabilidade, a coop empodera artesãs de áreas rurais, garantindo uma participação direta e justa nos rendimentos obtidos a partir da venda dos produtos. Conheça a coop. Em 2016, foi criada na Ucrânia a cooperativa de costura ReSew, que atua no reparo e reciclagem de roupas e tecidos, além de promover um estilo de vida ecologicamente correto. A coop é bastante ativa nas comunidades queer e trans, criando roupas confortáveis e acessíveis para esse grupo. Ela se posiciona em relação à fast fashion, superprodução e poluição da indústria global de vestuários, além de utilizar resíduos ou materiais descartáveis em suas peças que carregam ideias ecológicas de produção.  
Famosos descobrem moda sustentável feita por cooperativas
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15/01/2026

Comece o ano no azul com as cooperativas de crédito

O ano novo chega com oportunidades, mas também com responsabilidades financeiras: gastos das festas de fim de ano, férias, pagamento de impostos, despesas escolares. Uma lista de deveres que requer planejamento e organização para não comprometer o orçamento familiar e inviabilizar metas para os próximos meses. Sabe quem pode fazer a diferença nesse momento? As cooperativas de crédito, instituições financeiras que oferecem orientação e produtos adequados para ajudar a atravessar esse período do ano com equilíbrio e segurança.  Além de oferecer crédito, empréstimos e outros serviços financeiros com taxas justas, as cooperativas apoiam decisões conscientes, incentivam a educação financeira e contribuem para que seus milhões de cooperados comecem o ano com as contas organizadas.  Cooperada do Sicoob há 15 anos, a servidora pública aposentada Sidneia Sales destaca um dos grandes diferenciais das cooperativas em relação às instituições financeiras tradicionais: a distribuição dos resultados entre os cooperados, também chamados de sobras cooperativas. É isso mesmo! Quando uma coop de crédito fecha o ano com resultado financeiro positivo, esses recursos são distribuídos entre os cooperados de forma proporcional às operações realizadas com a cooperativa. Quanto maior o relacionamento e utilização de produtos e serviços, maior a participação.  Um recurso que, segundo Sidneia, faz a diferença para o orçamento no começo do ano. “Esse dinheiro extra já me ajudou a quitar um empréstimo que precisei em um momento de problema de saúde da minha filha, já serviu para eu pagar impostos que vencem nesta época. É um recurso que ajuda bastante a não ficar no vermelho, colocar as contas em ordem e começar o ano sem dívidas”, destaca a cooperada.  Ela ressalta que recebe orientação financeira da gerente de sua conta, com acompanhamento personalizado de suas demandas e sugestão de investimentos. Para Sidneia, a facilidade do crédito e os juros mais baixos do que os praticados no mercado também estão entre os principais benefícios de fazer parte de uma coop de crédito. “Quando temos uma instituição que não visa apenas o lucro, mas preza pela saúde financeira dos seus correntistas, isso pesa bastante na escolha de onde abrir uma conta. Para mim e minha família, planejamento financeiro é ter gastos conscientes. Isso significa poupar e manter, sempre que possível, as contas em dia ou até mesmo com o pagamento adiantado”, explica.  Organize suas finanças Assim como Sidneia, milhões de brasileiros esperam começar o ano no azul, e, para isso, a chave é a organização estratégica, de acordo com a planejadora financeira Fernanda Miranda. Com mais de 20 anos de experiência, a especialista garante: um bom planejamento financeiro traz tranquilidade, clareza sobre o que é prioridade e até reduz conflitos familiares.  “Dinheiro ainda é um tabu em muitas casas, e quando a família passa a falar sobre o assunto com mais abertura e combinados claros, o planejamento deixa de ser só ‘controle de gastos’ e vira um acordo de caminho. Falar sobre dinheiro com honestidade é, muitas vezes, o primeiro passo para se organizar de verdade”, sugere.  A especialista lista 5 dicas para começar 2026 com as contas em dia:  1 - Tenha clareza do seu fluxo de dinheiro: liste tudo que entra e tudo que sai. Sem esse retrato, qualquer planejamento fica impreciso. 2 - Ajuste o que for necessário: revise despesas, principalmente as variáveis (delivery, apps, compras por impulso). Pequenos cortes bem escolhidos fazem diferença. 3 - Reorganize prioridades: dinheiro é finito. Para começar o ano no azul, é preciso escolher o que fica, o que diminui e o que pode esperar. 4 - Comece (ou retome) a reserva financeira: mesmo que seja pouco, o importante é criar o hábito e a consistência. 5 - Converse sobre dinheiro: dialogar, fazer combinados e alinhar expectativas reduz conflitos e melhora decisões. Além dessas orientações, a planejadora financeira recomenda cuidado redobrado com as despesas sazonais de janeiro e fevereiro para que esses gastos pontuais não virem dívidas que se arrastem pelo resto do ano. Fernanda aconselha cortar excessos temporariamente nos primeiros meses do ano para compensar os extras e evitar parcelamentos longos. “A regra é simples: despesas do começo do ano precisam ter começo, meio e fim; não podem virar uma conta que nos acompanhe pelos outros meses”.  Outra recomendação da especialista é evitar o endividamento e tentar construir uma reserva financeira, mesmo que pequena, para amortecer imprevistos e reduzir a chance de novas dívidas. “Muita gente tem dificuldade de se organizar sozinha. Pedir ajuda de um profissional, de uma cooperativa ou de alguém de confiança pode acelerar o processo e evitar erros caros. Nesse momento, menos é mais. Nada de planilhas mirabolantes. A organização pode ser no papel, no bloco de notas do celular ou em um aplicativo simples. O mais importante é que seja prático, sustentável e caiba na rotina, porque é a consistência que muda o jogo”, sugere.  Conte com as coops para o seu planejamento financeiro Em um país onde a educação financeira ainda não faz parte da formação básica da maioria das pessoas, iniciativas de consultoria e orientação financeira oferecidas pelas cooperativas de crédito são fundamentais, segundo Fernanda Miranda. Elas orientam, esclarecem e dão ferramentas práticas para que os cooperados tomem decisões mais conscientes e seguras sobre o próprio dinheiro. “A educação financeira contínua ajuda a formar hábitos, prevenir endividamento e fortalecer a autonomia financeira. No contexto cooperativista, isso tem um efeito ainda maior: um cooperado mais informado tende a se organizar melhor e a se relacionar com a instituição de forma mais saudável”, avalia.  Conheça algumas iniciativas de educação financeira de cooperativas de crédito brasileiras: Sicoob Programa Financinhas: voltado para crianças de 6 a 10 anos, tem como objetivo ensinar aos pequenos sobre consumo consciente e sustentabilidade de forma lúdica e divertida.  Se Liga Finanças: direcionado a jovens e microempreendedores, foca nos benefícios da boa gestão financeira para o sucesso dos pequenos negócios. Clínicas Financeiras: presenciais ou virtuais, em que orientadores financeiros esclarecem dúvidas sobre orçamento pessoal e familiar, endividamento, investimentos e outros assuntos. Sicredi Cooperação na Ponta do Lápis: oferece cursos, palestras e oficinas gratuitas sobre educação financeira com base na psicologia comportamental e na escolha consciente de adultos que buscam bem-estar e equilíbrio financeiro.  Para o público infantil, o Sicredi firmou parceria com Maurício de Sousa para uma série de histórias da Turma da Mônica sobre a origem do dinheiro, orçamento familiar e outros temas.   Em sua página de educação financeira, o sistema cooperativista reúne capacitações sobre o tema  e uma biblioteca digital com conteúdos sobre planejamento financeiro. Ailos O Programa de Educação e Desenvolvimento da Ailos promove uma jornada de aprendizado sobre educação financeira com cursos gratuitos sobre  temas como investimentos, finanças pessoais e comportamento financeiro. A Ailos também desenvolve iniciativas anualmente para a Semana Nacional de Educação Financeira (Enef) e disponibiliza todos os conteúdos para a comunidade, como dicas e orientações. Unicred Unicred.edu: programa direcionado a estudantes universitários e profissionais recém- formados, especialmente na área da saúde, com cursos sobre gestão de finanças pessoais, investimentos, empreendedorismo, marketing digital, planejamento tributário, ESG, gestão de clínicas e consultórios.  UniPoupe: democratiza o acesso ao conhecimento financeiro para jovens a partir de 14 anos, com conteúdo que se destaca pela linguagem acessível e pelos conteúdos descomplicados.  Vida que Prospera: programa de educação financeira para escolas, com conteúdos adaptados para crianças e adolescentes que abordam temas como poupança, planejamento e consumo consciente. Cresol A Cresol desenvolve programas como o “Juventude Conectada”, voltado a jovens de 18 a 25 anos, com educação cooperativista, financeira e profissional.  No evento Circuito de Educação Financeira, o público-alvo são os cooperados. A edição mais recente debateu o tema “Brasil 2026: Crescimento, Inflação e Juros – o que você precisa saber agora”, com a presença de profissionais da área. No projeto Mesadinha e sua turma, a Cresol ensina conceitos básicos de educação financeira para crianças, como organização do dinheiro, consumo consciente, planejamento e cooperação, por meio de atividades interativas e conteúdos educativos.  
Comece o ano no azul com as cooperativas de crédito
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08/01/2026

7 motivos para escolher o cooperativismo em 2026

O ano está começando e você pode transformar o ato de consumir em uma decisão consciente, capaz de gerar impacto social, econômico e comunitário. Sabe como? Escolhendo produtos e serviços de cooperativas! Em todo o país, elas reúnem 25,8 milhões de brasileiros, geram mais de 578 mil empregos e produzem com respeito às pessoas e ao meio ambiente.  Para que mais gente conheça esse jeito de fazer negócios, em 2026, o Sistema OCB – entidade que representa o cooperativismo no Brasil – lança a campanha Escolha o Coop. Com participações da apresentadora Ana Maria Braga e de influenciadores como Nath Finanças e Ed Gama, a ação propõe um chamado simples e direto para orientar consumidores a buscar e valorizar produtos feitos por cooperativas e serviços oferecidos por elas em vários setores da economia: de alimentos ao planejamento financeiro.  Conheça 7 motivos para escolher o coop e faça parte dessa transformação: 1 - Escolha estar presente Quando você decide investir seu dinheiro em produtos ou serviços de cooperativas, faz uma escolha consciente que prioriza pequenos negócios, a economia circular e formas de consumo mais justas e sustentáveis. Tudo isso tem a ver com estar presente: engajar-se, participar, ouvir e agir com senso de coletividade. 2- Escolha transformar a sua comunidade Quer ver seu bairro ou cidade crescerem, prosperarem e aumentarem a qualidade de vida? As cooperativas fortalecem os empreendimentos locais, garantindo renda para quem decidiu investir no próprio negócio e mantendo o dinheiro na comunidade, em um ciclo virtuoso de prosperidade. Além disso, elas têm compromisso com as pessoas e investem parte de seus resultados em iniciativas de responsabilidade social e ambiental, apoio a instituições locais, ações de voluntariado, além de trabalhar ativamente pelo desenvolvimento sustentável. 3- Escolha investir no futuro As cooperativas fazem negócios sustentáveis e são parte da solução para os desafios da crise climática. Elas investem na transição para energias limpas e agricultura de baixo carbono, são protagonistas na reciclagem e logística reversa, fortalecem a bioeconomia e promovem a economia circular. Cada vez que você escolhe um produto ou serviço cooperativista, ajuda a construir um futuro mais justo e equilibrado para todos. 4- Escolha valorizar quem produz No cooperativismo, as pessoas são o foco, e não apenas os resultados. As cooperativas fortalecem os pequenos produtores, ampliam seu poder de negociação e garantem novos mercados e preços justos para seus produtos. Além disso, com geração de renda e oportunidades, elas viabilizam a permanência das pessoas em suas comunidades, valorizando territórios e melhorando a qualidade de vida local.  5- Escolha um mundo melhor  As cooperativas contribuem diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), metas da Organização das Nações Unidas (ONU) para construir um mundo mais justo e sustentável até 2030. As coops ajudam a combater a fome e a insegurança alimentar, promovem a saúde, a educação e a participação feminina, estimulam o consumo consciente, lideram ações de combate às mudanças climáticas, entre outras ações alinhadas à agenda global. Cada vez que você escolhe um produto ou serviço de uma cooperativa, apoia um modelo que entrega resultados concretos para os ODS e colabora para um futuro mais próspero e inclusivo.  6- Escolha compartilhar O cooperativismo é um modelo econômico baseado na colaboração e na união entre pessoas que se reúnem em busca do desenvolvimento econômico e social individual e de suas comunidades. As cooperativas colocam em prática o ato de compartilhar por meio da gestão democrática, decisões tomadas em assembleias e interesses construídos de forma coletiva. Escolha o coop e faça parte de um movimento que valoriza a participação e transforma o trabalho coletivo em resultados reais para todos. 7 - Escolha credibilidade Mais da metade das cooperativas brasileiras têm mais de 20 anos de atuação no mercado, uma prova de solidez em um cenário em que apenas um terço das empresas duram mais que cinco anos. A longevidade e confiabilidade refletem um modelo econômico orientado para o longo, com gestão responsável e  compromisso com as pessoas. Ao escolher produtos e serviços de cooperativas, você confia em instituições que atravessam gerações, mantêm estabilidade mesmo em cenários desafiadores e constroem relações duradouras com suas comunidades. Para ajudar os consumidores a colocar em prática essa escolha consciente, o Sistema OCB criou o carimbo SomosCoop, uma marca que identifica produtos e serviços de cooperativas e garante que o que você está comprando é socialmente justo e produzido de forma sustentável. O carimbo SomosCoop está nas prateleiras dos supermercados – em embalagens de produtos como café, lácteos, carnes, frutas, vinhos, sucos –  nas agências das cooperativas de crédito, nas unidades de atendimento das coops de saúde e também pelas ruas e estradas do país, em carros e caminhões de cooperativas de transporte. Além disso, o MarketCoop, marketplace exclusivo para produtos de cooperativas brasileiras, reúne na mesma plataforma itens coop de várias regiões, valorizando quem produz de forma sustentável e incentivando o consumo consciente. O e-commerce oferece mais de 200 produtos de cooperativas de Norte a Sul do Brasil, como alimentos, bebidas, cafés especiais, roupas, acessórios, peças de artesanato, ração para pets e outras opções. 
7 motivos para escolher o cooperativismo em 2026
Notícias
02/01/2026

Ana Maria Braga, Nath Finanças e Ed Gama escolhem o coop

Sabe o que uma das maiores apresentadoras de TV do país, uma influencer especialista em educação financeira e um humorista com mais de 2 milhões de seguidores têm em comum? Eles escolhem e recomendam produtos e serviços de cooperativas! Ana Maria Braga , Nathália Rodrigues, a Nath Finanças, e Ed Gama são os rostos da Campanha SomosCoop 2026, que apresenta o cooperativismo para os brasileiros. Este ano, o mote da ação é “Escolha o coop”, com foco no consumo consciente de produtos e serviços cooperativistas. Ana Maria Braga é uma apresentadora consagrada e respeitada pelo público brasileiro. A artista representa confiança e sua presença vai conectar um grande número de pessoas à marca cooperativista nos meios digitais. Com um público fiel na televisão e novas gerações de fãs que acompanham seu trabalho nas redes sociais, Ana Maria tem confiabilidade para explicar aos consumidores por que produtos cooperativistas são a melhor escolha.  Nath Finanças é educadora financeira, influenciadora digital e empreendedora social, reconhecida por democratizar o acesso à educação financeira no Brasil. Ela ganhou nas redes sociais ao traduzir conceitos de finanças de forma simples e acessível, especialmente para pessoas de baixa renda. Humorista, roteirista e influenciador digital, Ed Gama é conhecido por seu humor inteligente, que mistura observações do cotidiano com comentários sobre política, economia e comportamento. Além do sucesso na internet, ele também atua nos palcos e em projetos na televisão, consolidando seu destaque no humor contemporâneo brasileiro. Com a escolha desses nomes para representar o coop em 2026, o objetivo é levar a mensagem do movimento para cada vez mais brasileiros, mostrando as vantagens e diferenciais de fazer negócios com inclusão e sustentabilidade.  “A ideia é associar sua imagem reconhecida à campanha, mas também utilizar sua autoridade para legitimar a mensagem do cooperativismo e mostrar, de forma prática, por que produtos e serviços de cooperativas merecem ser escolhidos”, explica Samara Araujo, gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB – entidade que representa o cooperativismo no Brasil.  Ana Maria,  Nath Finanças e Ed Gama irão apresentar o coop em ações integradas em mídia digital e conteúdos especiais. Em um deles, Ed Gama irá interpretar o personagem carimbo SomosCoop fantasiado com marca, criando conteúdos bem humorados Ao longo do ano, outros influenciadores reconhecidos pelo público brasileiro também farão parte da Campanha SomosCoop. Segundo Samara, haverá ações especiais no Dia Internacional do Cooperativismo (celebrado em julho), na Copa do Mundo e uma inserção no programa MasterChef Brasil.  Carimbo Somoscoop O foco da campanha em 2026 é mostrar às pessoas que, ao escolher o coop, eles investem seu dinheiro em um modelo de negócios justo, colaborativo e ético, tomando uma decisão carregada de valores como cooperação, responsabilidade social, interesse pelas comunidades e compromisso com as pessoas. Para ajudar o consumidor nessa escolha consciente, muitos produtos e serviços cooperativistas já são identificados com o carimbo SomosCoop. Em todo o país, mais de mil cooperativas utilizam a marca e a meta é ampliar esse número para consolidar ainda mais a identidade cooperativista entre os brasileiros.  Ao longo de 2026, o carimbo SomosCoop ganhará destaque com ações em supermercados e outros estabelecimentos que comercializam produtos feitos por cooperativas, em uma iniciativa que pretende fortalecer a presença do coop no dia a dia dos consumidores. “Quando o consumidor encontrar o carimbo SomosCoop nos produtos e serviços de cooperativas, ele reconhecerá que ali existe um modelo de negócio diferente, comprometido com impactos positivos reais. Ao dar protagonismo ao carimbo SomosCoop, reforçamos sua função como um orientador de escolha, fortalecemos o reconhecimento das cooperativas e influenciamos positivamente a escolha das pessoas”, explica Samara Araujo.  Histórico O Movimento SomosCoop foi criado em 2018 e a primeira campanha nacional foi realizada em 2020, com o tenista Gustavo Kuerten. De lá para cá, a cada ano o coop tem ampliado sua presença na mídia, fortalecido o diálogo com a sociedade e reafirmado seus valores para ganhar a confiança dos brasileiros. Clique aqui e confira o histórico da Campanha SomosCoop. 
Ana Maria Braga, Nath Finanças e Ed Gama escolhem o coop
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