Movimento congrega 23% da população ocupada do país e emprega 550 mil profissionais
Cada vez mais forte e representativo! Em 2023, o cooperativismo brasileiro alcançou o número de 23,45 milhões de cooperados, o que significa que mais de um em cada dez habitantes faz parte do movimento. Além disso, engloba 23% da população ocupada, emprega 550.611 profissionais e sua movimentação financeira alcançou R$ 692 bilhões. Como modelo de negócios do presente e do futuro, o coop está em plena ascensão e visto como uma das melhores opções para produzir e oferecer serviços de qualidade, garantir renda, desenvolvimento social e prosperidade para pessoas, comunidades e, consequentemente, todo o país.
As informações podem ser comprovadas no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2024, divulgado nesta quarta-feira (31). No total, são 4.509 cooperativas espalhadas por 1.398 municípios, com a maior concentração no Ramo Agropecuário, que soma 1.179 coops, e na região Sudeste, com 1.605, enquanto a Nordeste aparece em segundo (856) e a Sul em terceiro (825). As regiões Centro-Oeste e Norte abrigam 619 e 504 coops respetivamente. A distribuição por gênero dos cooperados se manteve estável em 2023. A participação feminina permanece em 41% contra 59% dos homens. Os principais ramos em que elas atuam continuam sendo Consumo (45%), Crédito (43%), Saúde (46%) e Trabalho, Produção de Bens e Serviços (55%).
O número de empregos diretos criados por conta do movimento cresceu 5%, passando de 524.322 em 2022 para 550.611 em 2023. O resultado é bastante expressivo especialmente em comparação com o número de empregos registrados no Brasil como um todo. Enquanto o país, registrou redução de 27,52% no saldo de empregos formais entre 2022 e 2023, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o cooperativismo apresentou resultado positivo no mesmo período. Na distribuição por gênero, o número de mulheres empregadas atingiu 52% do total, índice que era de 49% em 2021.
Outro destaque do AnuárioCoop é a movimentação financeira do coop que somou R$ 692 bilhões, um aumento de 6% em relação a 2022. Em ativos totais, o setor atingiu R$ 1,16 trilhão, 17% a mais que no ano anterior. O capital social também cresceu 17%, atingindo R$ 94 bilhões. As sobras do exercício chegaram a R$ 38,9 bilhões e as cooperativas contribuíram com mais de R$ 33,9 bilhões em tributos, além de R$ 31,7 bilhões em salários e benefícios.
No cenário internacional, o cooperativismo brasileiro também brilha. Com o apoio da ApexBrasil, as cooperativas somaram US$ 8,3 bilhões em exportações em 2023, representando 2,5% de tudo o que o Brasil vendeu ao exterior. E no agronegócio, 7,1% das exportações foram feitas por cooperativas. Carnes de aves, soja triturada, café não torrado, óleo de soja e carne suína são os principais produtos exportados pelas cooperativas, que estão, em sua maioria, nas regiões Sul e Sudeste.
É ou não é uma história de sucesso? O cooperativismo continua a crescer, fortalecendo nossa economia e trazendo prosperidade para milhões de brasileiros. Vem ser coop também!
Saiba mais:
https://www.somos.coop.br/noticias/5-coisas-que-o-cooperativismo-faz-por-um-futuro-melhor
https://www.somos.coop.br/noticias/cooperativismo-%C3%A9-um-neg%C3%B3cio-moderno,-atual-e-inovador
https://www.somos.coop.br/noticias/consumidor-consciente-compra-de-cooperativas
Assim como as pessoas, as marcas e os negócios são feitos de histórias. Histórias que emocionam, surpreendem e fazem o público se conectar com uma empresa, produto ou instituição. A partir dessa premissa, muitas organizações têm usado a técnica do storytelling em seus produtos de comunicação para humanizar a marca e fortalecer seus valores.
No cooperativismo, não faltam boas histórias para contar - seja do surgimento de uma cooperativa, de inovações criadas por elas a partir das crises, da trajetória de seus cooperados e colaboradores e, é claro, do impacto que uma coop gera na sua comunidade. O cooperativismo pode inspirar e emocionar: é matéria-prima rica para um bom storytelling, daquele tipo que fala o que o público quer ouvir.
Muito explorado pela indústria do entretenimento para capturar a atenção e engajar o público, esse conjunto de técnicas passou a ser absorvido nos últimos anos pelo mundo empresarial.
“Esse interesse vem do desafio crescente em conseguir a atenção das pessoas, tanto dos consumidores quanto dos públicos internos de uma organização. Com cada vez mais conteúdos e telas disponíveis, as pessoas ficam dispersas. Por outro lado, quando uma história é realmente boa, nós prestamos atenção e nos envolvemos”, explica Bruno Scartazzoni, fundador da consultoria StoryTalks e pioneiro do storytelling corporativo no Brasil. Ele é o tradutor para o português do best-seller The Storyteller´s Secret, de Carmine Gallo, e com sua empresa oferece treinamento e consultoria para que marcas e pessoas se comuniquem melhor por meio do storytelling.
Além de contar a história do negócio de forma linear e tradicional, o storyltelling pode passar a mesma mensagem que a organização precisa transmitir a partir de outros pontos de vista, seja do cliente, do parceiro, do cooperado ou da comunidade.
Multiplataforma
O Sistema OCB também tem explorado o storytelling em seus produtos de comunicação em diferentes plataformas e formatos. Um dos lançamentos recentes foi o podcast PodCooperar, que retrata, por meio da narrativa em áudio, histórias reais de quem teve a vida transformada pelo cooperativismo. São oito episódios, cada um dedicado a um ramo, que trazem como protagonistas cooperados, empregados de coop ou pessoas comuns que foram beneficiadas pelo trabalho ou serviço oferecido por uma cooperativa.
A catadora de reciclados Maria Eneide, o médico Garibaldi Júnior e a motorista de caminhão Flávia Reis são alguns dos protagonistas da série que, literalmente, traz a voz do movimento para os ouvidos do público. O cooperativismo, apesar de ser o agente de transformação de todas as histórias, dá lugar para que as pessoas sejam as protagonistas da narrativa, com suas trajetórias, dores e vivências que emocionam e conectam a audiência.
Bruno Scartazzoni lembra que bons storytellings também ajudam o público a modificarem suas próprias jornadas e enfrentarem as dificuldades do dia a dia. “Histórias são sempre sobre personagens se transformando para vencer obstáculos e alcançar objetivos. Nós nos identificamos com histórias porque criamos empatia por esses personagens, e também porque essa estrutura é um tipo de ‘resumo da vida’”, diz.
Além dos produtos em formato podcast, outra ação de peso do Sistema OCB baseada no storytelling é a série Somos Coop na Estrada, que já está na sua terceira temporada. Apresentada pela jornalista Glenda Kozlowski, a websérie percorre os estados brasileiros para mostrar o cooperativismo na prática, com histórias de transformação de Norte a Sul do país.
A websérie já rodou mais de 24 mil quilômetros e visitou 21 cooperativas em mais de 360 horas de estrada para que o grande público conheça o poder de cooperar. Os últimos episódios, lançados em maio, percorrem caminhos que contam potentes histórias do nosso coop em Pernambuco, Sergipe, Paraíba, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Espírito Santo.
“O consumidor contemporâneo tem valores sintonizados com os que uma cooperativa busca, como foco nas pessoas, na busca por sustentabilidade e na valorização das comunidades onde se insere. É fundamental que a nossa comunicação valorize esse diferencial e a nossa história para gerar identificação com esse público e aumentar a percepção de valor das nossas coops”, recomenda a gerente Comunicação e Marketing do Sistema OCB, Samara Araujo.
Para as coops que querem aplicar as técnicas do storytelling na sua comunicação, as possibilidades são múltiplas. Além do tradicional “Quem somos” do site institucional, essa narrativa pode estar presente em diferentes produtos e ações.
“Isso pode ser aplicado em uma campanha publicitária, nas mídias sociais, no site, na vitrine de uma loja e até em uma simples apresentação de PowerPoint. As aplicações são infinitas”, aponta Bruno.
A força da família
A força do cooperativismo brasileiro se traduz em números, mas também na riqueza da sua gente. Uma das gigantes do nosso coop está presente em mais de 700 municípios brasileiros, possui um mix com mais de 850 produtos e figura entre os três principais grupos industriais de proteína animal do Brasil. Mas a Aurora Coop, cooperativa central que reúne 14 coops do agro nos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, optou por fortalecer na sua estratégia de comunicação aquilo que tem de mais valioso: as pessoas.
“Nosso direcionamento é valorizar e contar histórias das nossas mais de 100 mil famílias, no campo ou nas nossas unidades espalhadas pelo Brasil. São as pessoas que conectam no nosso dia a dia a imagem que queremos passar ao mercado, e de como conduzimos os negócios e quais são os nossos pontos de atenção”, destaca a gerente de Comunicação da Aurora Coop, Jaqueline Schimidt.
Em 2020, a marca se reposicionou no mercado adicionando o nome “Coop” à marca central. Além disso, passou a utilizar, em todos os produtos, o selo Somos Coop com a frase “100 mil famílias cuidando da sua”, em alusão aos cooperados e colaboradores que constroem o negócio, diariamente
“A comunicação seja interna com os colaboradores ou institucional para o mercado, sempre usa personagens reais, carregados da nossa força, que sabem quem somos e falam com propriedade da nossa essência”, aponta Jaqueline.
Recentemente, a organização lançou a série especial documental “Um sistema feito por pessoas”, em comemoração ao aniversário de 54 anos. O conteúdo conta como são as etapas e processos de produção - do campo à mesa -, mas narrados a partir das pessoas que os realizam e escrevem a história da marca. A série está disponível nas redes sociais da Aurora Coop.
Seja no agro ou em qualquer outro ramo, o cooperativismo tem todos os elementos que o storytelling prescinde para construir uma boa narrativa. “No cinema vemos vários exemplos de boas histórias nas quais um grupo de pessoas luta por um objetivo comum. Um exemplo seria o livro e filme campeão de bilheteria, O Senhor dos Anéis. Nesse sentido, não é muito diferente de contar a história de um grupo de pessoas que gerenciam um negócio de forma coletiva. Nesse tipo de história, objetivos individuais são obstáculos que precisam ser superados para um objetivo comum”, compara Bruno.
O cooperativismo de crédito está de volta às telinhas, agora na novela No Rancho Fundo, exibida às 18h, na TV Globo. Milhares de brasileiros vão poder acompanhar como as cooperativas do segmento promovem o desenvolvimento local e a inclusão financeira com cenas inseridas na trama que retrata uma fábula sertaneja com histórias de amor, valores familiares, contrates de classes, fé, contrabando e corrupção, entre outros temas intrigantes.
A presença em um horário de grande audiência da televisão representa uma chance significativa de mostrar ao público os benefícios do nosso modelo de negócios e de como as cooperativas de crédito beneficiam seus cooperados com produtos e serviços a taxas mais acessíveis, além de contribuir para a inclusão e educação financeira e desenvolvimento das comunidades onde estão presentes, com geração de empregos e melhora na qualidade de vida.
Nas cenas, o destaque é para o Sicoob, sistema que reúne cooperativas de crédito em todo o Brasil e que conta com mais de 8 milhões de cooperados, oferecendo uma ampla gama de serviços financeiros, como, por exemplo, conta corrente, crédito, investimentos, cartões, previdência, consórcios, seguros, cobrança bancária e maquininhas de cartão.
A participação busca mostrar ainda que a instituição tem uma visão moderna e próxima dos brasileiros. A principal mensagem enfatiza que, no cooperativismo de crédito, não existem clientes, mas sim donos. Cada cooperado é parte essencial da instituição, com voz ativa nas decisões e participação direta nos resultados.
Esta é a segunda vez que um Sistema de Cooperativas Financeiras conta a inserção de cenas em uma novela da Globo. A primeira ocorreu em Terra & Paixão - exibida no segundo semestre de 2023. Com essa nova oportunidade, o cooperativismo de crédito demonstra uma vez mais que é uma força transformadora para o desenvolvimento social e econômico de pessoas, comunidades e, consequentemente, do país.
Contribuição do cooperativismo para a construção de um futuro melhor ganha destaque no Coops Day
Sábado (6) é o Dia Internacional das Cooperativas 2024, ou Coops Day como é carinhosamente chamado, data em que o mundo todo celebra a força do cooperativismo na busca de soluções sustentáveis e impactos socioeconômicos positivos. Não à toa, o tema da comemoração este ano é Cooperativas constroem um futuro melhor para todos com destaque em alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030. E, também, aos objetivos da próxima Cúpula da ONU sobre o Futuro, que tem como lema Soluções multilaterais para um amanhã melhor.
“As cooperativas já nascem com o compromisso de cuidar das comunidades onde atuam, o que só pode ser feito com justiça social, equilíbrio ambiental e viabilidade econômica. Por isso, nossas atividades contribuem de forma significativa para a sustentabilidade, ponto crucial para o futuro da humanidade. O tema deste ano mostra, mais uma vez, como o cooperativismo é fundamental para a promoção das mudanças que a sociedade almeja”, afirma o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
O tema escolhido para este ano remete ao fato de que as cooperativas são reconhecidas por sua identidade, valores e princípios, estabelecendo um sistema robusto e capaz de demonstrar seus altos padrões de crescimento inclusivo e sustentável, além de seu papel na preservação do meio ambiente. Por meio de governança democrática e propriedade compartilhada, as cooperativas buscam um mundo mais justo e equilibrado, unindo pessoas de diferentes origens em termos iguais, promovendo o entendimento e o respeito mútuo.
E, para mostrar a grandiosidade do cooperativismo brasileiro, assim como seu alcance global, uma ação de mídia especial pôde ser observada por quem passou pela Times Square, em Nova Iorque (EUA), nos últimos dias. A projeção em telões da famosa praça americana se transformará, ainda, em um vídeo case a ser veiculado pelo portal Metrópoles, e em posts para as redes sociais.
E mais: fomos até a Rochdale, na Inglaterra, para contar os 180 anos de história do movimento a partir do cenário onde tudo começou. Uma série de vídeos exclusiva destaca a trajetória de sucesso do cooperativismo ao longo dos anos, resgatando locais e passagens marcantes para o movimento. Para completar, a data é destaque em conteúdos especiais que podem ser conferidos em grandes portais como G1 e UOL.
Dia C
Outra celebração importante do cooperativismo brasileiro também no sábado é a realização de ações que buscam chamar a atenção para as práticas das cooperativas para promover os ideais do movimento como solidariedade, eficiência econômica, igualdade, paz e prosperidade mundial. Uma série de iniciativas sociais são organizadas e oferecidas para a sociedade que, por sua vez, tem a oportunidade de conhecer na prática as contribuições do movimento para um mundo mais justo e igualitário.
Chamada de Dia de Cooperar, ou simplesmente Dia C, a data reúne eventos voluntários e solidários nas principais capitais e cidades do país, e ressalta iniciativas que, muitas vezes, ocorrem durante o ano todo. Um dos destaques do Dia C 2024 inclui as ações desenvolvidas por cooperativas de todo o país para ajudar as vítimas do Rio Grande do Sul após o desastre climático ocorrido em abril deste ano. Em um grande movimento de solidariedade, os resultados das doações arrecadadas serão apresentadas em um evento promovido na Cooperlíquidos, localizada na capital do Estado, em reconhecimento ao trabalho dos inúmeros voluntários engajados.
Para construir um futuro melhor para todos, a palavra-chave é uma só: cooperação. Há 180 anos, o cooperativismo está comprometido com um futuro melhor, mais justo, solidário, colaborativo e pujante.
Nesse período, cheio de crises, guerras e revoluções tecnológicas, o cooperativismo manteve sua essência de desenvolvimento econômico e social coletivo, estabelecendo alicerces do que hoje é a economia colaborativa.
Essa essência persiste, tanto é que o 15° Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), realizado este ano, teve como tema: “Projetando um futuro mais coop”. O evento evidenciou como o modelo de negócio cooperativista está olhando para o horizonte e se mantém atento às novas tendências, demandas e desafios do mundo moderno.
Veja, então, o que o cooperativismo brasileiro está fazendo para construir um mundo melhor!
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Lidera a produção agropecuária sustentável e a inovação no campo
As cooperativas agropecuárias brasileiras colocam comida na mesa dos brasileiros e ainda impulsionam a economia brasileira com as exportações. Para continuar produzindo com qualidade e respeitando o planeta, o setor aposta na agropecuária sustentável e com muita inovação.
A cooperativa Frimesa, por exemplo, tem uma bela jornada a fim de tornar sua matriz energética renovável e limpa. Limpar a matriz energética é um dos grandes desafios no campo e a Frimesa está liderando uma transição em prol do uso de energias renováveis com a implementação de usinas fotovoltaicas, uso de biomassa lenhosa e instalação de biodigestores para produzir biogás. Fontes limpas já são responsáveis por mais de 98% de todo o consumo energético da Frimesa!
A cooperativa mineira Cooxupé, especializada na produção de café, é mais uma que alia inovação e sustentabilidade. Com seu projeto de agricultura regenerativa, a Cooxupé mapeia a saúde do solo nas fazendas de seus cooperados, oferecendo análises ricas do terreno para que a lavoura seja mais produtiva e preserve as características originais da terra.
O cooperativismo também atua na preservação da Amazônia. A Cooperacre, líder na produção de castanhas-do-Brasil no país, une uma produção industrial moderna à proteção do meio-ambiente. Colocando o respeito à floresta em primeiro lugar, a Cooperacre está ampliando seu portfólio e gerando riqueza para as comunidades amazônicas.
2. Financia projetos de impacto ambiental e social
Muitos projetos capazes de fazer a diferença para as comunidades e a natureza acabam sofrendo para obter financiamento. É aí que entram as cooperativas de crédito, que disponibilizam recursos para iniciativas com grandes impactos para a sociedade.
Com mais de 7 milhões de cooperados, o sistema Sicredi emitiu a primeira Letra Financeira Pública Sustentável do Brasil. A iniciativa captou R$ 780 bilhões que foram convertidos em crédito para financiar projetos alinhados à sustentabilidade voltados à energia renovável, apoio a pequenos negócios de impacto local e a pequenas e médias empresas lideradas por mulheres.
A atuação do Ramo também acontece na base. O Sicoob Aracoop, que atua nos estados de Minas Gerais e Pará, investiu mais de R$ 3 milhões na construção da Usina de Energia Fotovoltaica da Associação dos Usuários do Projeto Pirapora (AUPPI), a fim de impulsionar o desenvolvimento local sem abrir mão da sustentabilidade.
A proximidade que as cooperativas têm com os ecossistemas locais faz toda a diferença. O Sicoob Credip, por exemplo, se uniu com os produtores de Rondônia para enfrentar o declínio da cafeicultura local. O projeto científico, financiado pela cooperativa e que teve apoio da Embrapa, deu origem aos aos cafés especiais Robustas Amazônicos, já premiados por sua qualidade.
3. Protagoniza a logística reversa e a economia circular
A escassez de recursos naturais é uma grande preocupação para o futuro do planeta. Dessa forma, é importante pensar na economia circular, que reusa e recicla matérias-primas, devolvendo diversos materiais para o ciclo produtivo.
A logística reversa é essencial para que a economia circular seja possível. No Brasil, as cooperativas são as grandes protagonistas dos processos de coleta, separação e destinação de resíduos sólidos, com geração de trabalho, renda e inclusão para cooperados em todo o país. Um exemplo é a Centcoop, uma central que congrega 21 cooperativas de reciclagem no Distrito Federal.
O Anuário da Reciclagem 2023 revela que o país conta com 2.941 organizações de catadores em todo o território nacional, entre cooperativas e associações, somando mais de 86 mil trabalhadores. Juntos, eles foram responsáveis pela recuperação de 1,7 milhão de toneladas de resíduos no ano passado.
4. Democratiza o trabalho nas plataformas digitais
A era digital deu origem à economia de plataforma, em que muitos serviços, como delivery de comidas, compras e serviços de transporte, passaram a ser prestados a partir de plataformas digitais. Acontece que esse mercado tem um grande efeito colateral: a precarização dos trabalhadores nessas plataformas.
O caminho para lidar com esse problema e proporcionar melhores condições para os trabalhadores plataformizados está no cooperativismo de plataforma. Nelas, os trabalhadores são os donos do serviço, têm mais autonomia e melhores condições profissionais.
O conceito, proposto pelo professor Trebor Scholz, da universidade americana The New School, já tem alguns cases de sucesso mundo afora, como a The Driver’s Cooperative, em Nova York, e a federação europeia CoopCycle. Existe até mesmo uma espécie de Spotify cooperativista, a Resonate! Já no Brasil, a Liga Coop reúne diversas cooperativas de motoristas de plataforma pelo Brasil.
5. Impulsiona a inclusão financeira e distribuição de renda
O futuro passa por uma sociedade mais inclusiva, economicamente participativa e com distribuição de renda. Essas bases já estão postas no cooperativismo - que, aliás, é um dos principais motivos que o modelo de negócio cooperativista não para de crescer.
Nesse sentido, as cooperativas de crédito estão passando por um crescimento sem precedentes justamente porque marcam presença nas comunidades e, com isso, promovem a inclusão financeira. No Brasil, 332 municípios só têm acesso a serviços financeiros presenciais graças às cooperativas de crédito.
Além disso, o modelo de negócio cooperativista tem a distribuição de renda em sua essência. Uma vez que não visam ao lucro, as cooperativas distribuem os seus ganhos operacionais - chamados de sobras - entre os cooperados. Isso mantém o dinheiro circulando nas comunidades e impulsionando o desenvolvimento econômico regional.
O CoopsDay está chegando!Para comemorar todo esse impacto positivo do cooperativismo, o Dia Internacional do Cooperativismo - ou CoopsDay - é comemorado este ano no dia 6 de julho. Em 2024, a data conta com o tema “Cooperativas constroem um futuro melhor para todos”, definido pela Aliança Cooperativa Internacional. Com isso, o movimento cooperativista do mundo todo reafirma a participação das cooperativas na construção de um amanhã mais sustentável, assim como o compromisso em alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030. O Sistema OCB, representante do cooperativismo brasileiro, atua para apoiar as cooperativas no cumprimento do objetivo de construir um futuro melhor por meio de um portfólio de soluções que atendem diversos aspectos do modelo de negócios cooperativista. Com competitividade, impacto social e desenvolvimento econômico, o cooperativismo brasileiro trabalha em prol de um futuro cada vez melhor. |