SomosCoop na Estrada lança terceira temporada

Novos episódios contam mais sobre o poder de transformação do coop 

Prepare-se para embarcar em uma nova aventura com a terceira temporada do SomosCoop na Estrada! Junto com a jornalista Glenda Kozlowski, vamos explorar oito cidades brasileiras para descobrir como o cooperativismo pode transformar vidas. Da Paraíba ao Espírito Santo, passando por Pernambuco, Sergipe, Mato Grosso e Rio de Janeiro, vamos conhecer a realidade das cooperativas e dos cooperados de diversos lugares do país. 

No primeiro episódio, Glenda nos leva até Cabaceiras, na Paraíba. Vamos conhecer a Arteza, uma cooperativa com 29 produtores de couro que investiram em máquinas e equipamentos para produzir e melhorar a qualidade dos produtos. Hoje, além de bolsas, sandálias e carteiras, eles produzem diversos acessórios, vendidos em todo o Brasil e exportado para países da Europa. A Arteza possui uma abordagem sustentável, com métodos de curtimento vegetal e energia solar para reduzir seu impacto ambiental.   

A segunda parada é em Pernambuco, e chega à Cooperativa de Exportação do Vale Do São Francisco (Coopexvale), uma coop agrícola com um foco singular: produção de uvas na região do Vale do São Francisco. Por lá, enquanto todo o mundo produz apenas uma safra, eles são capazes de produzir duas safras e meia. O terceiro episódio mostra o trabalho comercial da Coopexvale e os esforços dos cooperados para aprimorar a qualidade de seus produtos e conquistar espaço nos mercados nacional e, principalmente, internacional, desde o processo de embalagem e armazenamento até a logística de vendas, com o apoio mútuo entre os trabalhadores.   

O Nordeste continua sendo o destino do SomosCoop na Estrada, partimos para a capital paraibana. Glenda chega na Unimed de João Pessoa, fundada em 1971, por 106 médicos que, com o passar dos anos, se tornou uma gigante da saúde e oferece diversos serviços que fazem toda a diferença na vida da comunidade. A coop também se dedica a projetos sociais e educacionais, como o Mãos que Apoiam, que oferece ajuda às mulheres que enfrentam câncer de mama, além de uma escola em parceria com o governo estadual.    

No quarto episódio, é hora de contar a história da Cooperativa de Eletrificação e Desenvolvimento Rural do Centro Sul de Sergipe, a Cercos. Essa coop ilumina 16 povoados da cidade de Lagarto, onde vivem cerca de 25,4 mil habitantes. Mas não é só isso, além de um projeto de perfuração e revitalização de poços artesianos nos povoados da Colônia Treze, que já beneficiou mais de 300 mil famílias.  

Chegando no Sudeste, mais especificamente no Rio de Janeiro, o quinto episódio conta a história de três cooperativas dos ramos de Trabalho, Produção de Bens e Serviços do estado que se uniram para apresentar um modelo inovador. A Data Coop, a Coopas e a Libre Code. O objetivo da união é mostrar como o cooperativismo pode ser aplicado a grupos profissionais que geralmente não estão associados a esse modelo de negócios e oferecer uma alternativa para quem se torna cooperado, com melhor desenvolvimento e gestão, o que diminui os riscos de começar um negócio sozinho.   

É hora de partir para o Centro-Oeste, no coração do Mato Grosso, para conhecer a Cooperfibra, em Campo Verde. A cooperativa nasceu do sonho de 20 agricultores pioneiros, que viram a oportunidade de mudar suas vidas por meio da união e do trabalho coletivo. Eles produzem soja, milho e algodão de maneira sustentável, com base em relacionamentos de confiança e lealdade, pautados nos princípios do coop, além de contar com um laboratório moderno de classificação de algodão e um setor de comercialização de grãos. Na safra 2022/23, a Cooperfibra representou a segunda maior participação na produção de grãos entre as cooperativas do Ramo Agro e é a quinta maior importância socioeconômica com vínculos empregatícios. 

O Espírito Santo também entrou na rota. Agora, para conhecer a Cooperativa de Transporte Sul Serrana Capixaba, fundada em 2002. São 514 cooperados ativos, que realizam transporte escolar e atendem a nove municípios do estado. A coop oferece benefícios, como abastecimento semanal dos veículos, combustível a preços mais acessíveis e acesso a insumos com valores reduzidos por meio de compras coletivas. O episódio mostra a qualidade dos serviços prestados pela cooperativa e seu impacto na educação das crianças, com destaque para a segurança e a confiabilidade proporcionadas pelo modelo cooperativista. 

A Cafesul é o último destino, ainda no Espírito Santo, e abre suas portas para mostrar a produção do Café Póde Mulheres,  uma linha especial produzida apenas por mulheres cooperadas, com alta qualidade e garantia de preços justos, com condições de trabalho dignas para seus cooperados. Elas atuam em toda a cadeia produtiva, desde o cultivo e a colheita, com técnicas agrícolas modernas e sustentáveis, que preservam o meio ambiente e o bem-estar das comunidades locais. Glenda mostra, de perto, o trabalho dessas produtoras, aprende sobre o plantio que garante um bom café e descobre como a Cafesul promove o desenvolvimento econômico e social das comunidades locais.  

Já foram mais de 24.000 mil quilômetros rodados,  21 cooperativas visitadas e mais de 360 horas de SomosCoop na Estrada, conhecendo de perto as histórias e os projetos transformadores das cooperativas. De norte a sul, de leste a oeste, sorrisos foram compartilhados, aprendizados foram divididos e experiências foram contadas. Agora, vamos continuar descobrindo o poder de cooperar como uma oportunidade de crescer e prosperar.   

Confira o primeiro episódio da terceira temporada:

 

 

ONU reconhece importância do cooperativismo

Entidade declarou 2025 como Ano Internacional das Cooperativas

O cooperativismo brasileiro vem crescendo ano a ano, tanto que já soma mais de 20,5 milhões de cooperados e gera mais de 524 mil empregos diretos, segundo dados do Anuário do Cooperativismo 2023. No mundo, são mais de três milhões de cooperativas e 1,2 bilhão de cooperados. Para fortalecer e apoiar ainda mais o crescimento do movimento, a Organização das Nações Unidas (ONU) adotou a resolução Cooperativas no Desenvolvimento Social, que é uma importante declaração reconhecendo o papel vital das cooperativas no progresso das comunidades ao redor do mundo. 

A decisão definiu o ano de 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas, com a intenção de reforçar a relevância dessas organizações em impulsionar o desenvolvimento econômico, social e sustentável, especialmente em grupos vulneráveis como mulheres, pessoas com deficiência e povos indígenas. 

  Essa resolução não é apenas uma formalidade. Ela ressalta a capacidade transformadora das cooperativas na promoção da justiça social e na redução da desigualdade. O texto busca incentivar os estados membros, as Nações Unidas e todas as partes interessadas, a aproveitarem o ano de 2025 para promover as cooperativas e fomentar o modelo de negócios como a melhor alternativa para um futuro mais inclusivo, justo e equilibrado.  

Por isso, durante esse período, as cooperativas devem receber maior visibilidade e apoio. A ONU incentivará 195 países membros a adotarem medidas de fortalecimento e promoção das cooperativas em suas realidades locais. Para isso, serão promovidas ações de cooperação técnica e transferência de conhecimento dos representantes das organizações.  

O texto da declaração destaca ainda a importância de os governos seguirem as recomendações apresentadas no relatório de 2023 do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre o papel das cooperativas no desenvolvimento social. A ideia é fortalecer o ecossistema empreendedor delas, permitindo a criação de empregos, erradicação da pobreza e da fome, educação, proteção social, inclusão financeira e criação de opções de moradia a preços mais acessíveis.   

Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB, órgão de representação máxima do cooperativismo no Brasil, considera que a decisão mostra a força do modelo de negócios e sua importância cada vez maior para a garantia do trabalho e renda. “O mundo mudou e os propósitos do cooperativismo, que se concentram no bem-estar das pessoas e na busca por um mundo mais sustentável, são exemplos que merecem ser reconhecidos e adotados de forma mais efetiva,” afirma. 

Vale ressaltar que esta não é a primeira vez que a ONU dedica um ano para as cooperativas. Em 2012, eles fizeram o mesmo e isso ajudou as cooperativas a crescerem ainda mais. O tema escolhido foi As cooperativas fazem um mundo melhor, e mostrou que o movimento foi responsável pela criação de 100 milhões de vagas de emprego em todo o mundo, logo após a crise financeira global em 2008.  

A Aliança Cooperativa Internacional (ACI), órgão que representa as cooperativas no mundo todo, também celebra a adoção da resolução e incentiva todas as partes interessadas na promoção e avanço das cooperativas a implementá-las. “O Brasil, com sua diversidade econômica e social, apresenta um terreno fértil para o desenvolvimento e crescimento do movimento cooperativista, refletindo não apenas na economia, mas também na inclusão social e no desenvolvimento sustentável das comunidades”, ressalta Ariel Guarco, presidente da entidade. 

Ariel Guarco explica ainda que as cooperativas brasileiras respondem às necessidades locais e contribuem para a economia do país de maneira robusta e sustentável. “O cooperativismo no Brasil é um modelo de sucesso que demonstra como a colaboração e a união de esforços podem gerar resultados significativos, promovendo a geração de renda, a distribuição de riquezas de forma mais equitativa e o fortalecimento das relações comunitárias,” disse.  

 

#CoopsDay escolhe futuro sustentável como tema de 2024

O Dia Internacional do Cooperativismo 2024 (#CoopsDay) vai trazer um tema inspirador: Cooperativas constroem um futuro melhor para todos. Essa escolha reafirma o papel das cooperativas na construção de um amanhã mais sustentável, com destaque para o compromisso em alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030. Também está alinhado com os objetivos da próxima Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o futuro, que busca soluções colaborativas para um mundo melhor. O #CoopsDay será celebrado em 6 de julho, como acontece anualmente, no primeiro sábado do mês. 

Ao adotar práticas de desenvolvimento inclusivo e sustentável, as cooperativas se tornam agentes ativos na preservação do meio ambiente e aliadas na luta contra as mudanças climáticas. Por meio de uma governança democrática, elas promovem a integração de pessoas de diferentes origens, promovendo a compreensão e o respeito mútuo. 

O relatório do Secretário-Geral da ONU de 2023 sobre Cooperativas no Desenvolvimento Social reconheceu o histórico das cooperativas na promoção do desenvolvimento econômico e social, inclusive para grupos marginalizados. Segundo o documento, elas demonstram resiliência em tempos de crises sociais e econômicas, sendo vistas como parceiras fundamentais na promoção do desenvolvimento sustentável. 

A celebração do #CoopsDay 2024 também marca o 30º Dia Internacional das Cooperativas reconhecido pelas Nações Unidas e o 102º Dia Internacional Cooperativo. Nessa data, formuladores de políticas públicas, organizações da sociedade civil e o público em geral podem compreender melhor a contribuição das cooperativas para um futuro mais justo e sustentável para todos. 

O cooperativismo brasileiro se mantém engajado em valores como o desenvolvimento sustentável, a segurança alimentar, os princípios ESG (ambientais, sociais e de governança), a inclusão financeira e a construção de um futuro melhor para todos. As celebrações do #CoopsDay e do Ano Internacional das Cooperativas em 2025, proclamado pela ONU, reforçam o compromisso das cooperativas brasileiras com o bem-estar da sociedade e do planeta. 

Com foco nos negócios, programas ajudam cooperativas a conquistar mercados

Pesquisa recente realizada pelo Sistema OCB mostra que as cooperativas são cada vez mais conhecidas pelos brasileiros e que 88% consideram o coop um modelo de negócio atual, inovador ou moderno. Para transformar essa admiração e reconhecimento em resultados, a Casa do Cooperativismo Brasileiro aposta em estratégias de negócios para aumentar o faturamento das cooperativas de forma organizada e sustentável e fazer com elas cheguem a cada vez mais cooperados e consumidores. 

Com esse foco, desde o ano passado, o Sistema OCB tem uma área exclusiva de negócios, que trabalha de forma articulada com as organizações estaduais para apoiar as coops de todo o país a prospectar e fechar bons negócios. 

“O Sistema OCB trabalha há mais de cinco décadas para oferecer soluções que visam a sustentabilidade dos negócios das cooperativas brasileiras e, nos últimos anos, principalmente após os efeitos do impacto econômico pós-pandemia, temos percebido a necessidade de atuar cada vez mais próximos das nossas cooperativas nesse sentido”, explica a  coordenadora de Soluções de Negócios do Sistema OCB, Pamella de Lima. 

A nova estrutura reúne as iniciativas de desenvolvimento mercadológico de cooperativas que já existiam e é responsável pela elaboração de novas soluções de negócios. O objetivo do novo time é claro:  ajudar as cooperativas brasileiras a acessar oportunidades de novos mercados e clientes para vender mais e melhor, de maneira sustentável.

Uma das ferramentas para essa missão é o Programa NegóciosCoop Nacional, criado para apoiar  pequenos e médios empreendimentos cooperativos, com soluções direcionadas de acordo com o tamanho e perfil das coops. Em 2023, a iniciativa começou a ser implementada de forma piloto com cooperativas agropecuárias de pequeno porte (especialmente da agricultura familiar e extrativistas) e de artesanato da Região Norte. 

O programa começa com um diagnóstico presencial aplicado com o apoio de analistas do Sistema OCB e de uma consultoria técnica contratada, em que os cooperados realizam uma análise completa da situação do empreendimento em cinco aspectos:  organização social, produção, gestão, agregação de valor e verticalização de cadeia e mercado. A partir dos resultados dessa avaliação, é traçado um plano de ação que indica consultorias, instrutorias e eventos de acesso a mercados focados em promover novos negócios e conexões profissionais. 

“Todo o processo é acompanhado por técnicos das organizações estaduais do Sistema OCB, a fim de que a cooperativa tenha apoio do início ao fim do programa. O objetivo final é que a partir de um posicionamento organizado a cooperativa acesse novas oportunidades de negócio e consequentemente aumente o seu faturamento”, explica Pamella Lima. 

Até abril deste ano, o Programa NegóciosCoop atendeu 41 cooperativas pelo Brasil, inclusive algumas em plena Amazônia, acessíveis apenas por barco, em um total de 1.718 horas de consultorias realizadas. 

“Os resultados têm sido significativos,  temos observado ganhos como a compreensão e sentimento de dono do negócio pelos cooperados, conquista de novos clientes institucionais e privados, captação de recursos, entrada de novos cooperados, aumento de faturamento e entendimento claro do cooperativismo como um modelo de negócio”, lista a coordenadora. 

Este ano, o Programa NegóciosCoop entrou na fase de escala e chegará a cooperativas de todos os estados do país. As equipes das organizações estaduais que irão atuar no programa já começaram a receber treinamento imersivo e terão suporte constante do time nacional do projeto. Além disso, as cooperativas de reciclagem serão as próximas a receber uma versão customizada do programa. 

Primeira nota fiscal 

Uma das participantes da fase piloto do Programa NegóciosCoop foi a Cooperativa de Agricultura Familiar de Serra Pelada (Cooasp), de Curionópolis, no sudeste do Pará. Após o programa, a cooperativa emitiu sua primeira nota fiscal e se prepara para comercializar parte de sua produção para a merenda escolar do município. 

A Cooasp produz alface, coentro, cebolinha, couve e outras hortaliças há seis anos, mas vendia sua produção de maneira informal. A mudança de rota veio com a participação do Programa NegóciosCoop, segundo o diretor presidente da cooperativa, Ramon Marques. 

“Três meses após o programa, já fizemos a primeira emissão de nota fiscal, assinamos contrato com uma grande empresa que fornece alimentos para refeitórios, nos estabelecemos no mercado local e estamos expandindo para o mercado regional”, conta. 

Além do resultado imediato, Marques diz que a Cooasp ganhou autonomia e fortaleceu sua identidade cooperativista, se apresentando para os consumidores como uma opção social e economicamente viável para gerar emprego e renda com a agricultura familiar em um município conhecido pela exploração garimpeira. 

Parte da produção da Cooasp agora irá direto para a merenda escolar das escolas da região, depois que  a Coop venceu a chamada pública do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), uma iniciativa federal que destina recursos para alimentação escolar nos estados e municípios brasileiros. Segundo Marques, a cooperativa também se prepara para fornecer suas hortaliças para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que compra produtos da agricultura familiar.

Para atender à demanda, a Cooasp teve que triplicar a produção nas lavouras e, até o fim do ano, planeja saltar de 20 mil para 200 mil hortaliças por mês. “Em junho também vamos inaugurar uma agroindústria de polpa de frutas e fabricação de doces e geleias artesanais. Nossa meta até 2030 é ser a maior cooperativa de agricultura familiar da região Carajás  e uma das cinco maiores do estado do Pará”, planeja o presidente da Cooasp. 

Novos mercados para o coop brasileiro

Além do Programa NegóciosCoop Nacional, o Sistema OCB tem estratégias de negócios para cooperativas de outros ramos e tamanhos, seja no mercado brasileiro ou internacional. 

“Temos iniciativas para apoiar a inserção em mercados, ampliar e diversificar as vendas dos produtos por meio de participação em feiras, rodadas de negócios e missões internacionais”, lista Pamella Lima.

Em 2023, o Sistema OCB apoiou a participação de 20 cooperativas de artesanato e agricultura familiar em duas importantes feiras do país: a 5ª Feira Nacional de Artesanato e Cultura (Fenacce), em Fortaleza; e a 30ª Agrinordeste, em Olinda.

As coops expuseram seus produtos em um estande institucional do Sistema OCB, chamado de Loja Cooperativa, uma estratégia para atrair a atenção do público para os produtos do cooperativismo. Na 5ª Fenacce, as vendas na Loja Cooperativa totalizaram R$61 mil e as coops assinaram 40 contatos nacionais e 24 internacionais, com previsão de vendas de R$130 mil. 

Em 2024, pelo menos 40 cooperativas brasileiras irão participar de quatro feiras de negócios de grande relevância no cenário nacional. O Sistema OCB participará dos eventos com um estande chamado "Cooperativas do Brasil", em que as coops poderão conquistar novos clientes e ampliar sua rede de contatos.

Outra solução de negócios tem aproximado as cooperativas do maior comprador do Brasil: o Poder Público. De forma online e gratuita, o serviço Cooperativas nas Compras Públicas monitora as oportunidades de compras governamentais, sejam municipais, estaduais ou federais, e alerta as cooperativas cadastradas de forma personalizada sobre editais e licitações lançados pelo governo. Em 2023, a plataforma registrou 235 cooperativas cadastradas e monitorou mais de 35 mil editais  de interesse das coops. 

Em outra frente de negócios, o Sistema OCB aposta na intercooperação para gerar mais resultados. É o Coop Compra de Coop, uma iniciativa realizada durante a Semana de Competitividade de 2023 que ajudou 13 coops dos ramos Agropecuário, Transporte, Trabalho e Produção de Bens e Serviços a fecharem negócios com cooperativas de todo o país durante o evento.

As cooperativas vendedoras receberam o apoio do Sistema OCB para gravar pequenos vídeos sobre seus produtos, que foram transmitidos no fim de cada palestra. Uma área do evento também foi reservada para que as coops pudessem receber clientes, negociar vendas e prospectar contratos futuros. 

No mercado internacional, o foco da área de negócios é abrir fronteiras para que os produtos coop brasileiros ganhem mercado mundo afora. Esse trabalho é feito em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), por meio do Programa de Qualificação para Exportação do Cooperativismo (PEIEX Coop), que tem foco na sensibilização e capacitação individualizada de cooperativas para aumentar sua competitividade exportadora. 

Além da promoção das exportações, outra porta de entrada para os produtos coop no exterior é a participação em feiras, rodadas de negócios ou missões internacionais. “As missões possibilitam o fortalecimento de laços e parcerias estratégicas que ajudam as cooperativas a ingressarem nesses mercados. Por sua vez, as feiras internacionais funcionam como vitrines para que as cooperativas apresentem seus produtos em escala global, criando oportunidades de contato e negócios”, explica a coordenadora. 

SomosCoop lança campanha: O cooperativismo é um bom negócio

Todo ano, o Sistema OCB cria uma campanha para o movimento SomosCoop, que destaca a importância do cooperativismo no Brasil. Este ano, a partir dos resultados da última Pesquisa de Imagem, o tema escolhido reforça a mensagem de que o modelo de negócios cooperativista é uma boa escolha. A campanha  será lançada nesta quarta-feira (24). 

Embora o cooperativismo seja reconhecido pela sociedade, nem sempre é visto como uma oportunidade de negócio. Por isso, o objetivo é apresentar o movimento como uma solução viável, que traz impactos positivos nas vidas dos brasileiros e em suas comunidades. O mote deste ano busca engajamento do público em torno da ideia central: O cooperativismo é um bom negócio. Bora cooperar? 

A expressão bom negócio, na mensagem central, destaca as vantagens, a viabilidade desse modelo de negócio e os benefícios que o cooperativismo oferece à sociedade como um todo. A ideia é mostrar os benefícios econômicos e simplificar o entendimento sobre o cooperativismo para todos os públicos, com abordagem dos sete ramos: agro, consumo, crédito, infraestrutura, saúde, transporte e trabalho, produção de bens e serviços.

Samara Araujo, gerente de Marketing e Comunicação do Sistema OCB, destaca que a campanha vai além de evidenciar os benefícios do cooperativismo. Para ela, o cooperativismo é uma ferramenta poderosa para impulsionar o desenvolvimento econômico e social do país. "Queremos apresentar para um número cada vez maior de pessoas que o cooperativismo é uma opção de negócio vantajosa e, sem dúvida, uma escolha inteligente para todos. O coop é um negócio ganha-ganha”.

A divulgação da campanha passa por produção de vídeos, publicações nas redes sociais, ações com influenciadores e divulgação por meio de spots para rádios.  Dessa forma, a campanha não apenas informa, mas também engaja e inspira pessoas para se envolverem com o cooperativismo, entenderem sua importância e seus benefícios para a sociedade.

Na quinta-feira (25), haverá uma ação coordenada com as cooperativas. Não perca a oportunidade de acompanhar a campanha em todas as redes sociais do SomosCoop:

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